quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Que é Bonito é Pra se Mostrar! Simplesmente Amor - A Declaração Silenciosa


A minha lista de filmes favoritos é imensa… mas alguns deles tem umas cenas que são absolutamente inesquecíveis! Simplesmente Amor (Love Actually) é um desses casos… Essa cena é sem dúvida uma das declarações de amor mais incríveis que já vi no cinema! Nada do óbvio “Eu te amo”… Mas o uso da criatividade pra confessar o que já não dá mais pra evitar nem esconder... e sem nenhuma chance de retorno…
Mark ama Juliet desde o dia em que colocou os olhos nela, mas a moça já tinha dono e era o seu melhor amigo. Imaginem fingir indiferença o tempo todo, durante o namoro, como padrinho do casamento, organizando surpresas para a cerimônia e a lua de mel dos dois... supostamente "tudo pelo amigo". Mas no fundo era por ela, tudo pra que Juliet fosse feliz. E o mais irônico era que Juliet acreditava que Mark não a suportava... e não sabia por que...
Seguindo a linha de filmes-mosaico, Simplesmente Amor consegue ser romântico sem ser piegas, dramático sem ser deprê e engraçado com o bom e velho humor inteligente dos britânicos… O filme todo é muito bom! Todas as histórias são interessantes e únicas! É daqueles que vc assiste umas 500 mil vezes e se emociona toda vez… 
Quer fazer um teste? Assista a cena! ( E sim! É o cara de The Walking Dead!)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Resenha: Paixão - Lauren Kate

Autora: Lauren Kate
Série: Fallen
Editora: Galera
Páginas: 372
Tradução: Ana Carolina Mesquita


Sinopse: Luce morreria por Daniel. E morreu. De novo e de novo. Ao longo do tempo, Luce e Daniel se encontraram somente para serem dolorosamente separados: Luce morta, Daniel deixado machucado e sozinho. Mas talvez não precise ser dessa maneira... Luce está certa que algo - ou alguém - em uma vida passada pode ajudá-la em sua vida presente. Então ela começa a jornada mais importante desta vida... voltando eternidades para presenciar em primeira mão seus romances com Daniel... e finalmente descobrir o segredo para fazer seu amor durar. Cam e a legião de anjos e Exilados estão desesperados para pegar Luce, mas nenhum deles está tão agitado quanto Daniel. Ele vai atrás de Luce através de seus passados em comum, com medo do que pode acontecer se ela reescrever a história. Porque então seu romance corre o risco de acabar... para sempre.


Esse foi um dos primeiros livros que tive oportunidade de ler este ano. Eu estava absurdamente louca pra saber em que daria a aventura maluca de Luce, depois de toda aquela confusão no final de Tormenta. Li o livro inteiro em duas noites, mas depois fiquei na dúvida sobre como poderia resenhá-lo. Isso por que apesar de ter apreciado a leitura, o achei bem inferior aos anteriores.
Luce inicia uma viagem no tempo através dos anunciadores em busca de respostas em suas vidas passadas. Sozinha, sem ajuda, ciente do perigo e pior: sem a menor noção de onde e quando deveria chegar e o que fazer quando chegasse lá. Mas seu próprio instinto guiava os anunciadores e Luce pôde observar e, até interagir algumas vezes, em suas diversas vidas através dos séculos, em lugares inusitados (muitos deles inusitados demais pro meu gosto!). Viu sua história de amor com Daniel começar e terminar diversas vezes, sempre do mesmo jeito: ela morrendo e ele sofrendo de novo, de novo e de novo...
E aí a grande dúvida de Luce passa a ser: Daniel a ama de verdade ou está apenas atado a ela devido essa maldição? E que maldição é essa afinal? E por que foi lançada? Luce quer todas as respostas. E o leitor também!
A notícia boa é que várias perguntas são respondidas. Descobrimos sobre a maldição, vivenciamos o amor dos dois através dos tempos, que fato abriu a brecha na maldição durante a vida atual de Luce e, também conhecemos o passado de Cam, um dos personagens mais enigmáticos da série.
A má notícia é que a narrativa é extremamente lenta, falta ação na trama. Uma vez que todo mundo se torna observador, as “visitas” a cada vida de Luce se tornam repetitivas por mais diferente que fosse a experiência. E pra completar, surge um novo personagem: Bill. Ele se torna uma espécie de guia para Luce e o responsável pelos diálogos mais interessantes e cômicos do livro. Porém, como diria uma amiga minha baiana, “meu santo não bateu com o dele”. Literalmente. E Luce, que a princípio era intrépida, tornou-se a “vitima iludida que adora cair numa armadilha”. Típico, não?
Outra coisa que não me convenceu muito foi a história de Cam. Para mim sempre pareceu haver uma tensão entre ele e Luce, dando a entender que ali já tinha rolado alguma coisa... tipo assuntos de amor mal resolvidos... mas não. Tem amor no meio, mas nada a ver com Luce. Na minha opinião, o personagem é subaproveitado!
Senti muita falta dos outros anjos e demônios aprontando das suas: Arriane, Roland, Gabe, Molly e até a participação dos Nefilim é ínfima. E, assim como nos outros dois livros, sinto muita falta de contato físico e uma relação mais próxima entre os protagonistas. Claro que tem o lance da maldição e tudo mais, mas não já tem uma brecha? O que falta pra esses dois enfiarem o pé na jaca de vez? Quem já leu pode até argumentar que nesse livro os dois tem contato físico em outras vidas... mas helow, é um beijinho de nada e a mulher pega fogo!!! Ah, por favor...
Particularmente, acho que a única coisa que “salva” o livro todo é a constatação do amor de Daniel. O quanto é forte e verdadeiro! O quanto ele tem que suportar perdê-la, enlouquecer de tristeza e voltar a esperar por ela. Que fardo incrível é esse amor que ele ostenta com tanto orgulho! Definitivamente é O personagem. E ter  o ponto de vista dele na narração é fantástico.
Pra encerrar, preciso ressaltar que a autora merece pontos por ter usado bem os recursos bíblicos e a mitologia dos anjos, a queda, e até mesmo retratar o próprio mal em pessoa. Aguardo ansiosamente “Rapture”, o último volume da série, por que agora a saga afunilou de vez e preciso ver o que Lauren Kate vai inventar pra dar um fim ao tormento de Daniel e Luce. E espero que ela consiga ser um pouco menos lenta e mais convincente nesse desfecho. 



“O amor de Daniel por ela era longo e ininterrupto. Era a forma mais pura de amor, mais até que o amor que Luce lhe retribuía. Seu amor fluía sem interrupções, sem parada. Enquanto o amor de Luce era apagado a cada morte, o sentimento de Daniel crescia ao longo do tempo, atravessando a eternidade.” 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Promoção Eu sigo o Me, My Shelf And My Books

Para presentear você que é seguidor do blog e que sempre nos prestigia com sua presença, apoio e comentários, aí vai uma super promoção: vou sortear o livro Julieta Imortal da autora Stacey Jay somente entre os seguidores do blog! Ou seja, se você ainda não é seguidor, clique no botãozinho ali do lado onde tem "participar deste site", pra poder participar do sorteio ok?


Em seguida todos os seguidores que desejarem participar do sorteio devem preencher este FORMULÁRIO. E divulgar no twitter ou qualquer outra rede social a seguinte frase quantas vezes quiser enquanto durar a #promo.


"Siga o blog Me, My Shelf And My Books e concorra ao livro Julieta Imortal! http://migre.me/7TyyN"


Quanto mais você divulgar e preencher o formulário mais números de participação você ganha e suas chances aumentam, ok!
A Promoção terá início em 12 de fevereiro e as participações encerrarão à meia noite de 15 de fevereiro.
OBS:  É obrigatório ter endereço de entrega no Brasil.
Participem e Boa sorte a todos!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Resenha: Casados Com Paris - Paula Mclain

Autora: Paula McLain
Título Original: The Paris Wife
Editora: Nova Fronteira
Tradução: Celina Portocarrero
ISBN: 9788520926994
Ano: 2011
Páginas: 336

Sinopse: "Casados com Paris" revela uma face desconhecida do escritor Ernest Hemingway ao debruçar-se sobre sua juventude durante o período em que foi casado com Hadley Richardson. Tendo como cenário a Paris da década de 1920, os chamados Anos Loucos, e narrado sob o ponto de vista da esposa, o livro conta a conturbada história de amor entre ela e o jovem Hemingway.
“Para mim era às vezes doloroso saber que, para aqueles que acompanharam sua vida com interesse, eu era apenas a primeira esposa, a esposa de Paris. Talvez isso fosse vaidade, querer se sobressair numa longa fila de mulheres. Na verdade, não importava o que os outros vissem. Sabíamos o que havíamos tido e o que significara, e, embora tanta coisa nos tivesse acontecido desde então, nada foi como aqueles anos em Paris, depois da guerra. A vida era dolorosamente pura, simples e boa, e eu acredito que Ernest era o melhor de si mesmo. Tive o melhor dele. Tivemos o melhor um do outro.”
Fazia tempo que eu não lia algo que me deixasse tão envolvida, sem fôlego e arrebatada por cada acontecimento narrado em suas páginas! Casados com Paris, apesar de ser um relato ficcional da vida do jovem casal Hemingway, baseado em cartas, livros e documentos é como uma espécie de contraponto à grande obra de Ernest Hemingway, “Paris é uma Festa”. É como se fosse a versão de Hadley de todos os acontecimentos que envolveram tantos artistas na Paris de 1920, época conhecida como “Os anos loucos”.  Não pensem que estamos tratando aqui de uma biografia ou um livro de texto única e exclusivamente voltado para os fatos reais. Estamos falando de um grande romance. Da narração de uma grande história de amor, traição, ambição e sentimentos conturbados ambientados no cotidiano de um dos casais mais célebres do meio literário.
A história começa em Chicago onde Ernest, com 21 anos, sonhando em se tornar escritor e já demonstrando indícios de seu humor volúvel afogando os horrores passados na guerra em litros e litros de álcool e muito Jazz, conhece a recatada e extremamente sincera Hadley, com então 28 anos. Entre cartas e viagens e um romance cheio de promessas e sonhos ingênuos, eles se casam. Ambos vinham de famílias comandadas por mulheres dominadoras e inflexíveis, cujas exigências podavam qualquer espírito criativo e individualidade dos filhos, enquanto enlouqueciam e anulavam os maridos com suas vontades indomáveis. Então foi natural a criação de planos e juras de que jamais seriam assim.
Mas a dura realidade de uma vida a dois, com Ernest enfrentando as dificuldades de sustentar seu apartamento mínimo, com todas as dúvidas e insegurança que trazem um início de carreira e a tentativa de Hadley de ser forte pelos dois, deixando-se de lado para sempre apoiar o marido, acabou impulsionando-os a mudar-se para Paris. Paris que era o lugar certo para se estar, quando se queria ter inspiração para escrever. Era onde estavam todos os escritores de verdade. Onde havia o que fazer a qualquer hora e todos eram interessantes. Mas, o verdadeiro retrato de Paris na época era a vida boêmia, onde  ninguém mais acreditava no casamento e no “felizes para sempre”. Pois com o fim da guerra, a única coisa que se sabia de verdade era que existia o hoje. Então a idéia era viver intensamente e sem limites. Uma filosofia regada a muito álcool, vícios e comportamentos nada convencionais. Nada mais era chocante, era normal! Monogamia então, era coisa do passado... apenas teimosia de poucos resistentes que ainda acreditavam em construir uma vida juntos.
- Espero que tenhamos a sorte de envelhecer juntos. A gente os vê na rua, aqueles casais que estão casados há tanto tempo que você não consegue saber quem é quem. Que tal a idéia?- Eu ia adorar ser como você – respondi. – iria adorar ser você.Eu nunca tinha dito nada mais verdadeiro. Eu teria saído feliz da minha pele naquela noite e entrado na dele,por que eu acreditava que era aquele o significado do amor. Não tínhamos acabado de desfalecer um dentro do outro, até que não houvesse diferença entre nós?A lição mais difícil do meu casamento foi descobrir a falha desse pensamento. Eu não conseguia alcançar todas as partes de Ernest, e ele não queria que eu o fizesse. Ele precisava de mim para se sentir seguro e apoiado, sim, da mesma forma que eu precisava dele. Mas ele também gostava de poder desaparecer dentro do seu trabalho, longe de mim. E voltar quando quisesse.” 



Logo o casal começou a chamar atenção por sua “união perfeita”. E Ernest se dedicou de corpo e alma à escrita, sua sede de aprender e sua fome de conhecimento lhe trouxe um círculo de amigos talentosos e influentes, como Ezra Pound, Gertrude Stein, o Casal Fitzgerald, Sherwood Anderson e todos os expatriados que fizeram de Paris o lar de seu sucesso. Chanel começava a montar sua marca e a silhueta e atitudes femininas nunca mais seriam as mesmas. Enquanto Ernest se apaixonava por tudo aquilo, Hadley ainda lutava pra se encaixar num universo onde todos eram artistas e queriam estar na companhia de artistas... Mas ela não tinha talento algum... Era só a esposa adorável. Pertencia ao universo das esposas, e mesmo se sentindo realizada com esse papel, enfrentava uma batalha interna contra a insegurança e o ciúme. Vendo tantas mulheres interessantes, inteligentes, bem vestidas e brilhantemente armadas de sedução sempre circulando, flertando e encorajando os novos talentos com suas influências, dando-lhes “inspiração”.
As viagens, os relacionamentos, os erros e seus danos irreparáveis, os detalhes da vida de Hadley e Ernest são tão bem retratados na narrativa de Paula Mclain, que você praticamente se sente inserido na trama. Com vontade de aconselhar os personagens, lhe abrir os olhos... É tão cru e real ver Hemingway vivendo dentro de sua própria mente o tempo todo, renegando o desgaste que a vida doméstica apertada lhe trazia e coletando material para se tornar o que é hoje. Vê-lo se afastar de todos os amigos por orgulho, ambição e pelo desejo de não dever nada a ninguém ao alcançar seu espaço no mundo literário. Vê-lo destruir aos poucos a mulher que ele amava e que o amava acima de tudo. Ver Hadley, que prometeu nunca competir ou tentar ficar a frente do trabalho de Ernest, que sentiu dor ao vê-lo se tornar o protótipo do artista que antes ele criticava, sentir a esposa que em alguns momentos desejou que ele fosse tão triste quanto ela e em outros se dedicou a lutar arduamente por uma causa perdida.
“Esta não é uma história de detetive – nem de longe. Não quero dizer, cuidado com a garota bonita que vai chegar e estragar tudo, mas ela vai chegar de qualquer maneira, cheia de determinação, num encantador casaco de pele de esquilo e belos sapatos, o cabelo macio e castanho encaracolados tão perto de sua cabeça bem resolvida que ela parecerá uma linda lontra na minha cozinha. O sorriso fácil. A conversa rápida e inteligente... enquanto no quarto, desarrumado, de barba por fazer e jogado na cama como um rei déspota, Ernest lerá seu livro e não prestará atenção nela. Não no começo.”



Espero que minha paixão pelo livro, seus personagens reais (em especial o próprio Hemingway, de quem sou fã confessa) e esta Paris tão peculiar de 1920,  não os faça acreditar que este é um livro água com açúcar ou um dramalhão mexicano. Muito pelo contrário, é um livro sensível, mas pontuado por uma sinceridade dilacerante. Às vezes cruel, às vez chocante e muitas vezes avassalador. Paula Mclain ganhou um espaço especial na minha estante. Diferente de muitos romances descartáveis que tenho visto ultimamente, só posso dizer que esta é uma obra para ler e reler.



Segundo Hadley o Jardim de Luxemburgo era o local em Paris para onde Ernest sempre escapava quando queria pensar, mergulhar nas palavras e buscar inspiração... Posso entender  o por quê!  O lugar é incrível e essa aí sou euzinha seguindo os passos de Hemingway e superbuscando inspiração também... kkkkk

Resultado da Promoção Livro Sonho de Consumo

Hello People!!! A primeira promoção do Me, My Shelf And my Books chegou ao fim!!! A participação foi superbacana! Adorei que todo mundo votou no livro que queria pra ser sorteado e em seguida mandaram ver nas participações, com frequência nas divulgações e seguindo as regras bem direitinho... Leeeendo isso!
E, sem mais enrolação, vamos ao nome da sortuda que vai receber um exemplar de O Festim dos Corvos, de George R.R. Martin, novinho em folha, embaladinho e com beijocas da Paulinha... A felizarda é: Ana Luisa do Valle!!! Parabéns Ana!!! Aproveite a leitura e continue participando das promos do blog!!!



A ganhadora tem até 42 horas para enviar seus dados para o e-mail memyshelfandmybooks@gmail.com, caso contrário, outro sorteio será realizado!!!

Muito obrigada a todos que participaram!!! E se você não ganhou essa, não desanime! Muitas outras promoções virão por aí (se vocês se comportarem bem direitinho vindo e comentando sempre aqui no blog...kkkkkk)

Fiquem ligados e Boa Sorte!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dá Pra Esquecer? As Pontes de Madson - A Cena da Caminhonete

Nessa coluna vamos comentar cenas de filmes, trechos de livros e quotes que são simplesmente inesquecíveis! Tipo aquela aquela cena que paga o ingresso do filme, que você vê inúmeras vezes e até já conhece o diálogo de cor e salteado... Elegi para estrear a coluna um filme já bem antigo, mas que tem uma das cenas mais sofridas do cinema... As Pontes de Madson.

"Em quatro dias me deu toda uma vida, um universo, e uniu em uma só as partes separadas de mim. Nunca tenho deixado de pensar nele, nem por um momento. ainda quando não se achava em minha mente consciente, o sentia em alguma parte, estava sempre ali.Ainda que nunca mais tenhamos voltado a nos falar, permanecemos unidos tão estreitamente como é possível que se unam duas pessoas. Não consigo encontrar as palavras para expressar da forma adequada. Ele o fez melhor quando me disse que tínhamos deixado de ser dois seres separados, e, em troca, nos tínhamos convertidos em um terceiro, formado pelos dois. Nenhum de nós dois existia independentemente deste ser. E esse ser ficou sem rumo.Mas o amor não obedece nossas expectativas. Seu mistério é puro e absoluto. O que Robert e eu tivemos, poderia não continuar se estivéssemos juntos. o que Richard e eu compartilhamos desapareceria se estivéssemos separados. Mas como eu queria compartilhar isso. O quanto nossas vidas mudariam se eu o tivesse feito? Alguma outra pessoa poderia ter visto a beleza de tudo isso?"


Gente eu amoooo esse filme do fundo do meu coração! E não importa quantas vezes eu assista As Pontes de Madson, eu torço pra que Francesca abra aquela droga de maçaneta e pule daquela caminhonete e grite: “Robert, wait for me! I’m going with you…”, mas o final é sempre o mesmo e eu acabo sentindo um aperto no coração e chorando horrores junto com ela por que não consigo me imaginar vivendo uma vida inteira de lembranças e saudades e remorsos, deixando que o amor da minha vida vá embora depois de tudo o que aconteceu e tanto me implorar pra ir junto… E pior, continuar levando uma vida vazia, sem expectativas, no meio do nada, apenas para criar os filhos e não deixar o bom marido em maus lençois… Pode parecer egoísta da minha parte dizer isso, mas alma gêmea não aparece pedindo informações na porta da sua casa todos os dias, não é verdade? 
É tão palpável o sofrimento de Francesca nessa hora... a dor, a falta de coragem, a indecisão e a expectativa frustrada... Pra mim essa é A CENA desse filme! Quem já assistiu pode dizer se tenho razão ou não e quem nunca assistiu, faça um favor a si mesmo e veja ou leia As Pontes de Madson. (mas eu não perderia Meryl Streep dando um show de interpretação...)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Resenha: O Céu Está Em Todo Lugar - Jandy Nelson

Título original: The sky is everywhere
Editora: Novo Conceito
Ano: 2011
Páginas: 420
ISBN: 9788563219374
Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas
Mais sobre o livro: 
Skoob

Sinopse: Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois – um deles a tira da tristeza, o outro a consola.


Há tempos não me deparava com uma edição tão caprichada, um projeto gráfico incrível e cheio de detalhes artísticos tão esmerados quanto deste livro. A princípio, confesso que foi isso que me chamou a atenção, por que como colecionadora, minha estante merece presentes como esse... Além do que, sou libriana e aí já viu né? Tudo que é visualmente belo fica praticamente com uma placa de neon em cima piscando “me compra! me compra!” 
Outro detalhe que me fez apostar na estória, uma vez que me pareceu a primeira vista ser apenas um livro sobre uma adolescente insegura choramingando a perda da irmã mais velha, foi a seguinte frase na capa: “Eu deveria estar de luto, não me apaixonando...”
Na mesma hora pensei: “agora sim! Temos um assunto interessante por aqui, por que se a intenção fosse só me arrastar por páginas e páginas de sofrimento, lamúrias e lamentações do que chamo de ‘mocinha padrão de YA’, me poupe!” (Sim, sou rabugenta!) 
Na verdade “O céu está em todo lugar” acabou sendo uma grata surpresa. 
Nossa protagonista aqui é Lennie Walker ou melhor Lennon (por causa do John), uma adolescente apaixonada pelo livro Morro dos Ventos Uivantes, que já leu 23 vezes, por seu clarinete e pela irmã mais velha Bailey, que morreu abruptamente aos 19 anos de arritmia cardíaca, enquanto ensaiava seu papel de Julieta na peça da escola.
Lennie teve o chão retirado de baixo de seus pés com a partida da irmã. Bailey que era a mais bonita, a mais destemida, a mais talentosa, mais confiante e melhor em tudo o que fazia. Assim Lennie a via: como seu exemplo! E tinha orgulho de ser sua irmã e cúmplice de todos os momentos. São esses momentos de Lennie e Bailey,  descritos de forma tão cristalina, que nos dá a impressão de ter  conhecido a personagem que se foi  e chega a nos fazer falta também.
O fato de ter uma mãe de “espírito livre” que as deixou com sua avó ainda crianças, também não ajuda Lennie a ficar menos confusa. Nem mesmo Vovó e Tio Big, os personagens mais excêntricos e encantadores, parecem saber como lidar com a perda de uma e como apoiar a outra. Todos se sentem perdidos. Inclusive Toby, o namorado de Bailey, que tem uma conexão única com Lennie, uma vez que eles compartilham da mesma dor que “ninguém entende”.
Tentando retornar à normalidade, Lennie se ressente por ver que a Terra não parou de girar só por que sua irmã morreu. Em seus momentos de dor, raiva e frustração ela escreve poemas, diálogos e frases em tudo e qualquer coisa que vê pela frente: um guardanapo, uma partitura, um copo de papel, jornal, paredes, árvores, portas... E assim espalhando pedacinhos de sentimentos escondidos por toda a cidade. E é absolutamente incrível como esses “bilhetinhos” surgem do nada nas páginas do livro interrompendo os capítulos e se tornando tão interessantes que o leitor começa a esperar por eles. 
E no meio do caminho, surge Joe Fontaine, o garoto novo vindo da França, de cílios longos e lindos (pica,pisca,pisca) que vem de uma família de músicos e torna-se logo alvo de todas as alunas da escola. Mas é a garota triste e esquisita que lhe chama atenção. Daí pra frente o mundo de Lennie parece que vai explodir! A confusão e agonia da descoberta de sentimentos novos, o triângulo amoroso e doloroso, os segredos de família, o outro lado de Bailey... E se descobrir como pessoa e não como sombra. Uma trajetória que te deixa com os olhos grudados nas letras azuis do livro! 
A narrativa da autora é suave, com pitadas de humor e excentricidades que diluem um pouco o clima dramático da perda que a protagonista encara (às vezes até de forma meio mórbida pro meu gosto). Jandy Nelson conseguiu construir um retrato em seus mínimos detalhes da dor de quem perde um ente querido. O que essas pessoas pensam de verdade. Como agem nos momentos longe dos olhos alheios e como cada um tem sua própria forma de lidar e superar. É uma grande lição de esperança, de força pra seguir em frente e continuar vivendo e sendo feliz, sem importar quanta falta e dor essa perda traz. Um assunto de natureza tão profunda sendo tão ricamente explorado num livro destinado a jovens adultos, não é algo que se veja todos os dias. Portanto recomendo o livro e parabenizo a autora por um romance de estréia tão maduro!