segunda-feira, 21 de maio de 2012

Novidades na Estante: Eventos e Lançamentos Modo Editora

Posso falar??? No mês passado fiquei babando nas fotos do evento Odisseia Fantástica no Facebook da Modo Editora!!! Por que gente, todos aqueles livros e tantos talentos nacionais reunidos em Porto Alegre e eu aqui, toda cheia dos compromissos, louca pra pegar um avião e participar daquele momento, que pelo que já soube, foi só alegria! Super dá pra perceber pelas fotos né? O evento foi um sucesso e os leitores receberam todos os autores de braços abertos, como amigos queridos. 
E se você ficou babando que nem eu, saiba que oportunidades não vão faltar! Vem aí a Confraria Fantástica!!! Um evento que reúne as editoras Literata, Giz Editorial, APED e Modo e que promete um encontro fantástico, cheio de surpresas, brindes especiais, bate papo com os autores, show de rock e muito mais. A união das editoras só demonstra o interesse em fazer crescer a literatura no nosso país e colocar nossos autores em destaque no mercado. O que eu, particularmente, acho uma iniciativa louvável! A Confraria Fantástica acontecerá em 16 de junho, na Vila Mariana em São Paulo. Fica a dica pra quem mora perto.
Agora, falando em livros e autores, destaquei um título que será lançado nesse evento pra apresentar hoje pra vocês! (Quando recebi o catálogo de lançamentos, fiquei louquinha, nem sabia de qual falava primeiro.) Nem preciso dizer que a capa é linda, porque em se tratando da Modo, isso já é redundância... Mas a sinopse eu simplesmente adorei! Tô falando de MANNEQUIM, do autor Marcelo Lima. Um romance YA, que reúne humor, paixão e mistério no mundo da moda! Que tal????
SINOPSE

Tudo parecia perfeito na vida de Anne Sophie Wood após ser selecionada para o concurso mais famoso de Nova Iorque: A garota Mannequim. Porém a garota nem imagina que sua ex-melhor amiga Stacy Donavan é uma de suas concorrentes, além de ter a difícil decisão de escolher quem será o seu verdadeiro amor: seu melhor amigo, um modelo perigoso ou um fotógrafo que a deixa de pernas bambas? Com um enredo romântico, cheio de humor, pitadas de mistério e uma vasta invasão ao mundo da moda, Mannequim promete apaixonar os leitores com seus personagens irresistíveis.

TRECHO DO LIVRO
É fácil querer voltar atrás e pedir a Deus que lhe devolva para os gloriosos anos escolares, quando sua suposta melhor amiga te manda abrir os olhos você descobre que está só de calcinha aos 13 anos de idade, no meio de outros monstros (meninos da mesma idade) a sua volta, rindo de você. (Realmente tenho pena desses garotos, aposto que quando me assistiram na Oprah ficaram morrendo de remorso de terem se tornado absolutamente os primeiros babacas da minha vida), ou pior ainda! – Descobrir no dia da sua formatura que o seu também suposto namorado perfeito está transando loucamente com a capitã das lideres de torcida (Stacey Donavan – atacando novamente!). No entanto, encontraria alguém muito especial aos pés de uma amoreira- dizendo que casaríamos, ou simplesmente, poderia estar com ele, enrolada em seu cobertor da sorte, olhando pelo terraço do seu apartamento as
estrelas de Nova Iorque. - Esse era o Jim que eu acreditava conhecer.


Gostaram? Depois eu trago mais lançamentos pra vocês!!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Concurso Cultural Dracaena

Genteeeeee!!! A Editora Dracaena está com uma nova promoção para seus leitores e parceiros. Demonstre sua paixão pelos autores nacionais e ganhe prêmio! Obaaaa!!!

Para participar é super fácil:
Tire uma foto com um dos livros da editora e crie uma frase que expresse seus sentimentos pelo livro, pelo autor da obra ou pela Editora Dracaena. 
Envie sua foto para o e-mail marketing@grupooxigenio.com junto com seu nome completo, twitter (opcional), cidade e estado onde mora. Mande quantas fotos quiser, mas sempre com um livro diferente da Editora Dracaena por vez.
As fotos serão postadas nas nossas redes sociais (Twitter e Facebook) para todo mundo votar. As dez fotos mais curtidas e comentadas serão as ganhadoras da promoção. 
Para vencer essa, você tem todas as chances possíveis. Basta compartilhar, divulgar e pedir para todo mundo votar na sua foto.
Cada um dos vencedores poderá escolher 01 exemplar de qualquer livro da Editora. E são 18 títulos para você escolher:

Atenção!!!
Só entram na promoção as fotos que seguirem todas as regras. A frase deve ter coerência e bom uso da língua. Imagens ofensivas ou que possam ofender a obra, o autor ou a Editora não serão classificadas.  
Participe e Boa Sorte!


Regras:

1 - Promoção é valida em todo território nacional de 01 de maio de 2012 a 19 de Junho de 2012.
2 - Os ganhadores serão divulgados no dia 21 de Junho via Facebook, Twitter e no Blog oficial da Editora Dracaena.
3 - Cada participante poderá escolher um livro por cada foto enviada.
4 - A escolha só é valida para os 18 livros participantes do concurso.
5 - Caso o participante queira participar com mais de uma foto, será necessário ter em cada foto livros diferentes.
6 - Foto enviada sem os dados solicitados será desclassificada.

Favor enviar a seguinte autorização por email junto à foto enviada:
Eu autorizo o uso de minha imagem e meus dados (nome, cidade e estado) no Concurso Cultural Apaixonado por Nacionais, organizada pela Editora Dracaena.
Nome completo:
CPF:
RG:
Endereço completo:
Facebook:
Twitter:

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Assistindo Livros: Birdsong

Uma das obras britânicas mais aclamadas pela crítica finalmente ganhou vida na telinha. A BBC adaptou o romance Birdsong de Sebastian Faulks para a TV numa minissérie em dois capítulos. 

Birdsong (O Canto do Pássaro) é um romance comovente e extraordinariamente intenso que conta a história de um tórrido caso de amor que transforma a vida de todos ao seu redor! O palco dessa paixão é a França no período pré-guerra, onde o jovem inglês Stephen Wraysford é enviado para observar e aprender sobre o processo de fabricação na indústria têxtil da família Azaire. Como hóspede da família, Stephen cria um relacionamento especial com todos os membros. Ganha a confiança de René Azaire e torna-se confidente de sua jovem esposa Isabelle. Entre toques furtivos e olhares comprometedores, Wraysford e Isabelle acabam se envolvendo num inesquecível caso de amor rodeado de escândalo, sofrimento e doses cruéis de realidade.
No livro a história se estende por três gerações, em uma saga que tem inicio em 1910 com Stephen e Isabelle e só termina em 1979, já na Inglaterra, quando Elizabeth Benson, a neta de Wraysford procura saber mais sobre os feitos de seu avô durante a Primeira Guerra Mundial. Já a minissérie contou com um roteiro “resumido”, focando no amor proibido do casal e nos horrores da guerra. Roteiro esse que contou com a colaboração e supervisão do próprio Falks, que aliás, acompanhou as filmagens em Budapeste. A título de curiosidade, é válido ressaltar que uma longa lista de cineastas se candidatou para adaptar o Best-seller (inclusive Joe Wright, de Orgulho e Preconceito/ Desejo e Reparação, um dos meus favoritos), mas a produção ficou mesmo por conta do diretor Philip Martin. Não posso dizer se é uma adaptação boa ou não por que não li o livro ainda. Mas conheço bem sua história e sua fama, uma vez que a repercussão no lançamento da obra foi muito grande na época. Contudo, sinceramente, depois de ver a série, acredito que deve ter sido feito um bom trabalho. Se não for tão fiel, devemos lembrar que a maioria das adaptações de livros não o é, e que se trata de uma produção de TV. Portanto tempo e recursos aqui são uma questão prioritária.
O que posso afirmar é que se trata de uma história muito bonita e bem construída, com personagens marcantes e uma fotografia espetacular. Stephen é o típico bom moço inglês, muito bem interpretado por Eddie Redmayne (Sete dias com Marilyn). Um mocinho apaixonado e disposto a enfrentar tudo e todos para ser feliz ao lado de sua amada. Um herói de guerra melancólico, atormentado pelas lembranças de um amor impossível. Como Isabelle, temos a belíssima Clémence Poésy (HarryPotter) que faz um excelente trabalho como a esposa insatisfeita, mas adorada pelo marido e enteados. Uma mulher destemida, que sabe dar ouvidos aos seus desejos. O relacionamento dos dois é pontuado por segredos, dúvidas, superstições e tragédia. A família Azaire, a irmã de Isabelle e os companheiros de Stephen nas trincheiras são outros personagens que ganharam atuações impressionantes.

A guerra, aliás, é um dos pontos fortes da série. Um cenário insano e desesperador que leva os personagens a questionar a própria humanidade e razão. As trincheiras, os campos de batalha, os corpos se decompondo a céu aberto, os tiros, os bombardeios, a dor, as cidades destruídas, o povo decadente, o calor, a lama, a chuva, a poeira... um verdadeiro retrato de corações partidos e almas dilaceradas. Esse contraste com as paisagens bonitas do início mostra o quanto a obsessão do homem não tem limites. Seja na ânsia de conquistar territórios e poder, ou na busca cega e enlouquecedora pelo amor. Sofrendo e ferindo, amando e odiando. 


Foi nesse clima intenso e poderoso que me envolvi ao assistir Birdsong. São dois episódios de 90 minutos, onde apesar do ritmo lento, você mal vê o tempo passar. Na verdade a sensação é de sufoco, ansiedade, torcendo para que tudo aquilo não acabe mal. Um enredo realmente emocionante, com situações devastadoras que te fazem refletir e ter sentimentos contraditórios. Amores impossíveis, medos irracionais, sexualidade em tempos de guerra, lealdade e instinto de sobrevivência são apenas alguns dos ingredientes desse romance que se tornou um dos mais atuais documentos de uma guerra que todos preferiam esquecer. Recomendo! 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Novidades na Estante: O Diário Serial

Prepare-se pois a caçada ao Serial Killer vai começar!!! E eu estou ansiosíssima pra embarcar neste super thriller policial que é a mais nova aposta da Editora Dracaena. Vamos saber um pouquinho mais sobre esse lançamento???
Titulo: O Diário Serial
Autora: Igor Castro
Editora: Dracaena
ISBN: 9788564469785
Páginas: 224

Sinopse: Verão no litoral catarinense. Uma época de sol, calor e muitas festas. 
Mas esta rotina paradisíaca mudará quando uma série de assassinatos assolar a cidade, em eventos nunca antes presenciados.
Um serial killer está solto, escrevendo em seu diário seus mais profundos e aterrorizantes sentimentos, descrevendo como se sente quando mata e como pretende continuar com seu plano.
A única esperança da cidade é uma dupla de jovens policiais, que caçarão o assassino nos mais diversos cantos da Ilha da Magia.
Um thriller bombástico do início ao fim, que colocará o primeiro serial killer em terras florianopolitanas.

BOOK TRAILER



Eu curti!!! Acho uma excelente opção de leitura... um livro cheio de tensão e adrenalina!!! E vocês, o que acharam???

terça-feira, 1 de maio de 2012

Resenha: Amante da Fantasia - Sherrilyn Kenyon

É de se imaginar que algo esteja errado quando você compra um livro e de repente todo mundo começa a questionar seu bom gosto ou até sua sanidade mental... Passada a euforia da compra, você olha a obra em suas mãos e tenta justificar dizendo que “a capa é meio esquisita, mas a estória parece ser boa...” ou “É o primeiro de uma série super famosa!!!” ou ainda “Todos os blogs que eu visitei, falaram super bem!!!!!!”...  Você até enfrenta os olhares desconfiados e impõe a sua determinação, certa de que todos estão sendo preconceituosos. Mas, depois da experiência de conhecer Julian da Macedônia, me dei conta de que preciso rever meus conceitos urgentemente... Por que das duas, uma: ou eu estou me tornando uma leitora chata e intransigente ou então não estou sabendo filtrar opiniões. Juro, tô me sentindo uma ET... Culpada, até, pois não conheci ninguém que não tivesse dado muitas estrelas na avaliação de O Amante da Fantasia (Saga Dark Hunter) e seguindo na contramão dessas análises literárias, preciso ser sincera e dizer que eu não caí de amores pela estória do guerreiro espartano que foi aprisionado como escravo sexual em um livro...

Ok. A descrição que acabei de fazer da estória é um pouco constrangedora, mas o livro é exatamente sobre isso! Julian da Macedônia era um poderoso general dotado de força e coragem inigualáveis. Temido e respeitado, não conheceu um inimigo que não pudesse abater em seus campos de batalha. Sua inteligência, habilidades e estratégias o elevaram ao patamar de lenda viva. De fato, Julian era um abençoado pelos deuses. Filho de Afrodite, a deusa do amor e do general Diocles de Esparta, foi agraciado com inúmeras dádivas do Olimpo, inclusive uma beleza tão perfeita e vigor tão aflorado que o tornou um homem cujos encantos nenhuma mulher seria capaz de resistir. Contudo, Julian não teve o principal em sua vida: o amor. Como filho bastardo de uma deusa, cresceu em regime espartano sem a presença materna, nas mãos de um pai violento que o odiava pela sua aparência e pelo efeito que causava nas mulheres, especialmente em sua madrasta... Sem se resignar ao destino solitário que o aguardava, Julian ousou cobiçar Penélope e sem perceber se colocou numa teia de acontecimentos que resultou numa terrível maldição: foi aprisionado em um livro onde passaria a eternidade servindo como escravo sexual cada vez que fosse invocado, não sendo nada além de um objeto para ser usado e sem sequer poder “aproveitar” a situação.

Dois mil anos depois, o livro, ou melhor, Julian foi parar nas mãos de Grace, uma terapeuta sexual, extremamente traumatizada e frustrada sexualmente por conta de uma experiência dolorosa do passado. Sua melhor amiga Selena, metida a cartomante e especialista em História Antiga, acaba descobrindo o conteúdo do livro e se convence de que esse seria o presente perfeito para tirar amiga da “seca”. Depois de muitas garrafas de vinho, Grace entra na onda de Selena e topa fazer o papel ridículo de invocar aquele “verdadeiro deus grego” da capa do livro para ser seu amante por um mês... E qual não foi a surpresa de Grace quando deu de cara com o cidadão nu em pelo no meio de sua sala!!! Contrariando todo seu bom senso e seu ceticismo, Grace tem que lidar com um homem que não pensa em outra coisa a não ser satisfazê-la. E Julian, por sua vez, encontra algo que nunca viu: uma mulher que não deseja usá-lo.

“Ordeno que se erga” – ela disse, agitando as sobrancelhas. Selena bufou. “Não é assim que se faz. Precisa dizer o nome dele três vezes.” Grace endireitou-se. “Escravo sexual, escravo sexual, escravo sexual.” Com as mãos nos quadris, a amiga encarou-a.“Julian da Macedônia.”“Ah, me desculpe” – Grace apertou o livro junto ao peito e fechou os olhos. “Venha e alivie minha virilha dessa dor, grande Julian da Macedônia, Julian da Macedônia, Julian da Macedônia”.— Depois, fitou Selena. “É difícil dizer isso depressa três vezes.”

De cara essa combinação de “deus grego” e “escravo sexual” na mesma sentença já me deixaria de orelha em pé com a estória, uma vez que não sou fã do tão falado romance de banca. Antes que você possa pensar, quero deixar claro que não sou nenhuma puritana... muito pelo contrário... Mas é que não vejo como expressões no estilo “membro intumescido” ou “centro do seu prazer” possam acrescentar alguma coisa na minha vida literária. Abro uma exceção aqui para a Irmandade da Adaga Negra que são romances sobrenaturais extremamente sensuais, e que gosto muito apesar de esse não ser exatamente meu tipo de leitura. Foi inclusive por causa de IAN que dei uma chance a Amante da Fantasia que, confesso, do ponto de vista do entretenimento é uma leitura agradável e divertida. O texto flui super fácil, a tradução é muito boa (pois tomou cuidado em evitar a linguagem chula), tem alguns trechos bem engraçados e uma boa pesquisa sobre história e mitologia. Mas os pontos positivos acabam por aí. O enredo é extremamente superficial e alguns aspectos não convencem. A estória poderia ser bem melhor se focasse mais em desenvolver seu conteúdo e menos em descrever exaustivamente os atributos do protagonista. Se torna cansativo o exagero de descrições das capacidades sexuais de Julian, e do Abdômen de Julian, e do cabelo de Julian, e de Julian de costas, de frente, deitado, em pé... Sinceramente eu acho que já sei até a cor do suor de Julian da Macedônia! E se por um lado o protagonista é perfeito, tinha que rolar o clichê da mocinha que se acha feia e que não acredita que um cara daqueles poderia dar bola pra ela...

Pra completar, metade do livro é o tal escravo morto de lindo querendo “resolver o problema” da moça e ela correndo dele por que não quer “usá-lo como ela foi usada”... Ahhhhh, por favor! Me desculpem, mas isso é surreal minha gente. Além de ser irritante, não é crível! Fora o excesso de enrolação com dúvidas se outro ama ou não ama, se conta ou não conta... enfim, muita dúvida adolescente pra um livro adulto. Existe sim uma preocupação da autora em desenvolver o crescimento da relação amorosa dos protagonistas, mas isso acaba se perdendo no meio de tantas cenas eróticas recorrentes. Quanto ao desenvolvimento dos personagens, bem, já deu pra notar que Julian tem um passado de novela mexicana, que acaba fundamentando suas atitudes, justificando sua personalidade e luta interior na adaptação de escravo sexual a habitante do século 21. Quanto à Grace eu achei um pouco forçado seu “passado traumático”. Os outros personagens contam com uma descrição bem básica e desenvolvimento inexistente.

E se você está se perguntando: cadê os Dark Hunters???  (Afinal esse é o título da série, que por sinal conta com mais de 20 livros...) Preciso informar que também tive a mesma dúvida martelando a mente e cheguei a questionar minha memória achando que deixei algum trecho importante ser ofuscado pela descrição de Julian da Macedônia dentro de uma calça jeans...  Mas não. Embora a visão de Julian em um jeans colado seja bem agradável, fui pesquisar e descobri que a autora realmente não menciona os Hunters nesse livro, pois é como se fosse uma espécie de volume zero da série.

Bom, acho que é isso. Na minha opinião o livro deixa muito a desejar, mas é um prato cheio pra quem curte esse estilo de literatura, que foca na sensualidade em 90% das páginas. Como eu disse antes é uma leitura até divertida, mas sem maiores compromissos.

domingo, 29 de abril de 2012

Assistindo Livros: Os Vingadores

Se você algum dia já se aventurou pelas páginas de algum HQ de super-herói ou mesmo acompanhou as estórias desses seres cheios de dons e habilidades nos desenhos animados, com certeza já se pegou imaginando qual deles se sairia melhor num confronto interno... Seria o martelo do Thor capaz de desferir um golpe fatal na defesa intransponível do escudo do Capitão América? Será que toda a tecnologia do traje do Homem de Ferro suplantaria a força bruta e bestial do Incrível Hulk? E as flechas do Gavião Arqueiro poderiam causar estrago na armadura de Tony Stark? Mesmo sem nenhuma arma espetacular, seria a Viúva Negra capaz de manipular o herói da Segunda Guerra, ou o filho de Odin ou ainda o enfurecido gigante verde??? Na nossa imaginação sempre ganha o nosso favorito. Mas o que a Marvel tem a dizer sobre isso?
Depois de ter passado pela incrível experiência de assistir Os Vingadores, posso dizer que tenho a resposta! A Marvel apresentou uma obra que traduz seu respeito pelos fãs, novos e antigos, que tinham a esperança de ver seus super-heróis tão bem apresentados em suas características, de maneira uniforme e com interação perfeita. Digo isso por que eu mesma não acreditava que tal feito seria possível uma vez que os filmes prévios de cada herói, com exceção dos dois do Homem de Ferro, apresentaram roteiros fracos, efeitos idem e atores nada a vontade dentro de seus uniformes emblemáticos. Sendo assim, uma reunião do famoso grupo de super-heróis num mesmo filme seria um projeto ambicioso e com grande chance de fracasso. O mais provável é que acabasse se tornando um “Homem de Ferro e sua Turma”.
Pois bem, ledo engano. E fiquei muito feliz por constatar que depositei minhas esperanças na pessoa certa, quando pensei que a aquisição de Joss Whedon para dirigir e roteirizar a adaptação cinematográfica de Os Vingadores foi a melhor decisão. Para muitos se tratava de um diretor inexperiente na telona, para mim se tratava do cara que pegou um filme fracassado do nível “sessão da tarde” e criou “Buffy – The Vampire Slayer”, uma das séries de maior sucesso e mais cultuadas de todos os tempos! Não posso negar que sou fã de Buffy e do trabalho de Whedon, que sempre se mostrou um grande conhecedor da cultura pop e, a julgar pelos enquadramentos e afinação entre os personagens do filme, um leitor de quadrinhos.
Pra mim o filme foi exatamente isso: a gloriosa exibição de páginas na telona. Whedon conseguiu unir quatro heróis vindos de filmes de apresentação diferentes, com diretores e estilos diferentes (Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América) a dois outros sem filmes próprios e sem tanta fama diante do público geral (Viúva Negra e Gavião Arqueiro). E adivinhem? Todos brilham com a mesma intensidade durante 142 minutos de exibição, transmitindo os seus conflitos e dramas particulares, interligando seus talentos e limitações sem perder o fio da meada. 
Temos uma combinação de personalidades opostas surgindo através de tiradas de humor sensacionais, enriquecidas com referências pop. Um acerto muito grande na minha opinião, uma vez que acho um erro filmes de heróis que se levam a sério demais. Muitas dessas cenas são protagonizadas pelo debochado e megalomaníaco Tony Stark em seus duelos verbais com o Capitão América, só que agora Robert Downey Jr. não é o único herói agindo com espontaneidade em sua própria fantasia. Todos os outros sustentam suas identidades e mostram novas faces.
Vemos atores confortáveis em seus personagens e estes, por sua vez, confortáveis em uma equipe. Chris Evans nos mostra o Capitão América como ele é: com seu perfil chatinho disciplinado e focado na missão, liderando e assumindo riscos como um verdadeiro herói de guerra; Chris Hemsworth apresenta o deus convencido e sentimental, com a mesma pose de superior, porém bem mais carismático; Jeremy Renner apesar de ter uma participação meio padronizada, mostra que o Gavião Arqueiro não é um personagem que possa ser subestimado; Scarlett Johansson é a personificação da mistura entre beleza exótica, fingimento e sagacidade que uma espiã utiliza como armas. Mas a grande revelação do filme é o Hulk, já que Mark Ruffalo assumiu o monstro verde e conseguiu transmitir com maestria a dualidade do personagem em sua mistura de angústia e alívio a cada transformação. Coisa que nem Eric Bana ou Edward Norton imprimiram em suas interpretações anteriores. Ruffalo captou a essência desse herói incompreendido e realmente me lembrou a atuação de Bill Bixby, o Dr. Bruce Benner da antiga série de TV, que desde essa época me fez ser uma total simpatizante do Hulk.
 A direção de Whedon também nos brinda com uma batalha final fantástica, cheia de dinamismo, onde todos os personagens demonstram seus talentos, formando um conjunto perfeito. A cena sem cortes óbvios é uma grande sequência muito bem orquestrada, com ângulos de câmera incomuns, que passeia por todo o campo de atuação dos heróis e seus inimigos. O vilão Loki, Nick Fury e todo o pessoal da S.H.I.E.L.D. cumprem seu papel de forma satisfatória, garantindo o sucesso no que se propõe o roteiro: uma ameaça a humanidade que para ser derrotada, necessita da união de forças de um grupo de pessoas extraordinárias, que após vários momentos de tensão, entende que a cooperação é única saída.
Eu gostei tanto do filme que poderia ficar horas descrevendo seus momentos de ápice e incríveis acertos, mas correria o risco de soltar spoilers e estragar a expectativa de quem ainda não foi ao cinema. O que posso garantir é que o filme é de tirar o fôlego! Uma verdadeira aula de como se faz um blockbuster! E a minha dica é: não levante da poltrona assim que subirem os créditos em hipótese alguma!!!  

terça-feira, 24 de abril de 2012

Talentos Nacionais: Roberta Spindler e Contos de Meigan

Na semana passada tive o prazer de receber aqui na minha cidade a autora megafofa Roberta Spindler. Ela me deu a honra de vir aqui única e exclusivamente para conceder uma entrevista pro meu novo programa de TV. Fiquei encantada em conhecer a autora e passamos o dia inteiro trocando figurinhas sobre o maravilhoso mundo dos livros ( e fofocando, é claro, por que ninguém é de ferro!). Logo, logo vou postar a entrevista aqui pra vocês, mas hoje quero apresentar um dos presentes maravilhosos que a Roberta me trouxe: Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos! O primeiro livro da série escrita por ela e por sua grande amiga Oriana Comesanha e publicado pela Editora Dracaena.

Eu a Roberta e Contos de Meigan
Comecei a ler o livro agora (porque o meu marido se apropriou dele primeiro) e já tô de queixo caído com o mundo de Meigan e seus personagens! Quer conhecer? Vamos lá!

Sinopse:  Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis. Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis tem uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força. Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água. Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo. Ter a capacidade de decifrar, entender e interagir com a natureza é um dos principais requisitos para a evolução de um magi.
Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos começa com Maya Muskaf preparando-se para voltar para casa. Depois de três anos vivendo na Terra, o momento de retornar a Meigan finalmente havia chegado. Ela estava preocupada, pois alguma coisa afetava seu controle sobre os mantares, talvez algum resquício da misteriosa doença que a debilitou durante a infância. Com medo de estar novamente doente e para conseguir respostas, decidiu colocar de lado suas diferenças com sua mãe, a principal governante do mundo magi. Voltaria a Katur, capital de Meigan, e pediria perdão por todas as brigas passadas.
Assim, deixou sua vida terrena de lado e entrou na primeira caravana que encontrou. Entretanto, seus planos acabaram tomando um rumo muito diferente daquele que imaginara. Os soldados que escoltavam a caravana acabaram achando destroços e um corpo no chão. Logo que avistou o homem morto, com os cabelos tão brancos quanto sua pele e os olhos inteiramente negros, Maya soube que se tratava de um dos cártagos – antigos magis que traíram seu povo e por isso foram banidos para uma dimensão paralela.
As implicações para tal presença em território magi eram gravíssimas e não demorou muito para que Maya e seus companheiros descobrissem que os magis traidores estavam tomando o Solo Sagrado e derrubado seus portões de defesa. Agora, em meio ao caos de uma violenta batalha, Maya vai precisar lutar para sobreviver e conseguir respostas para as perguntas que lhe afligiam. Como os cártagos conseguiram acesso ao Solo Sagrado? Onde estavam os guardiões dos portões, os mais poderosos guerreiros de Meigan? E, a mais importante de todas, conseguiria chegar a Katur a tempo de encontrar sua mãe?"

Gente!!! São 618 páginas de muita aventura!!! Assim que terminar, vou resenhar contando tudo pra vocês e podem ficar atentos que vai rolar #promo!!! A Editora Dracaena já enviou um exemplar especial pra sorteio. ;)
Se quiserem saber mais sobre Contos de Meigan e ver algumas ilustrações super bacanas dos personagens, é só visitar a fanpage no facebook.