Histórias Cruzadas (The Help) é uma adaptação do livro homônimo de Kathryn Stockett, um romance de estréia que alcançou o status de Bestseller poucas semanas após seu lançamento.

Presenciando um absurdo após o outro, Skeeter vê sua grande oportunidade quando decide escrever um livro com histórias relatadas pelas próprias domésticas. A perspectiva delas sendo mostrada. Mas como? Quem se arriscaria a abrir a boca e perder o emprego? Ter sua vida infernizada por uma ex-patroa ou pior, tornar-se alvo da Ku Klux Klam?


Posso afirmar que está entre meus favoritos para Oscar, e é considerado o azarão do páreo por muitos críticos, mas quem sabe? Anos atrás, apostei em Crash- No Limite, quando todas as direções apontavam para O Segredo de Brokeback Mountain...
Excesso de críticas
Já vi em alguns sites algumas críticas arrasadoras com o filme! Coisas do tipo: “por que a mocinha branca tem que “salvar” as negras?”; “por que a própria Aibileen não escreveu o livro?”; “ a vingança degradante de Minny contra sua ex-patroa...”, “que somente as mulheres brancas aparecem sendo malvadas”, “que os homens brancos eram omissos em relação a maldade das esposas e por outro lado os homens negros abandonavam suas famílias e batiam em suas mulheres...” Enfim, há uma série de questões depreciando o roteiro do filme. Bem, eu não sou crítica de cinema nem nada, e acredito que o filme tenha falhas sim, mas, sinceramente, estamos falando de um filme sobre mulheres da década de 60, onde o único futuro aceitável era casar e ter uma família invejável para a vizinhança. Então, sim, muitas das mulheres brancas fariam tudo e qualquer coisa pra continuar sendo a “abelha rainha” de seu grupinho social (oops, não é assim até hoje?). Os homens eram racistas sim, mas de que lhe interessavam assuntos de empregadas? Isso era “trabalho”da esposa. Os homens negros abandonando suas famílias, é apenas um reflexo de viver sob um sistema onde você deixa de ser escravo, mas continua sendo inferior. E vamos falar sério: quantos homens negros ou brancos, mesmo hoje em dia, tem estrutura psicológica para encarar a responsabilidade de uma família com falta de trabalho e dignidade... E quanto a mocinha branca “salvando as negras” com um livro, bem, é clichê, mas em tempos de segregação, onde ônibus eram divididos, banheiros separados, entradas diferentes em prédios, me digam, que editora (provavelmente comandada por brancos) daria atenção a um livro escrito por uma doméstica negra naquela época?
Não estou levantando bandeira pro filme não, mas acho que Cinema é, antes de tudo arte e entretenimento, e sinceramente não vi o filme como uma espécie de “ressaltar os erros do passado e aliviar a culpa branca” ou nada do gênero, para mim, particularmente, é um filme sobre uma jornalista que vê uma história e aproveita uma grande oportunidade! O resto foi conseqüência!
Recomendadíssimo! Espero que vocês assistam e venham aqui dar suas opiniões! Vocês sabem que eu adoooooro....
7 comentários:
Olhaa! Gostei da descrição do filme (e críticas nem sempre fazem jus ao meu gosto), parei aqui para ver o trailer..me agradou bastante...
Assim que puder vou providenciar para assistir.
Bjss,
@annielus
Eu PRECISO assistir esse filme. Quem sabe não me interesse pelo livro? :)
Posso falar? Chorei. E sabiiiia que iam criticar essa questão "a branca que 'salva' as negras". Geralmente, quando a crítica é boa, o filme ou livro é uma bomba! Logo, se a crítica é ruim... hehehe Mas achei o filme muuuito bom, conseguindo ser divertido e, ao mesmo tempo, chocante. Ele me lembrou um pouco "O caçador de pipas" no quesito discriminação.
Oi, Paulinha o/
Olha eu aqui de novo, hohohohoho
Em relação ao filme, seguinte, ainda não o assisti, mas pretendo fazer isso assim que possível. Me interessei bastante pelo roteiro - apesar de não possuir o mesmo nível de conhecimento que você quanto aos atores e suas interpretações ^^ - e fiquei curiosa sobre como iriam abordar a questão.
Mas sério: não consigo entender nem compreender o que passa na cabeça dos radicais.
Essa polícia hipócrita atual de tudo ficar analisando para então dizer 'se pode' ou 'não pode', o que é 'politicamente aceito' ou não.
Me irrita deveras tudo questionarem, tudo tentarem censurar.
Daqui a pouco ninguém mais poderá fazer um comentário sobre algo que pronto, a polícia 'politicamente correta' estará a postos ¬¬
VAmos coibir os abusos, porém mantendo o bom senso, povo argh.
Como já disse, sua análise sobre o contexto histórico do filme foi excelente - como Assistente Social, a minha própria análise segue beeeeeeeeeeem próxima da sua, praticamente irmãs gêmeas, hahaahahahah
Uma pena os críticos continuamente esquecerem que o cinema e os filmes produzidos são para entretenimento das grandes massas - e, às vezes, das pequenas também, ohhohohoh
Mas críticos existem para criticar.
Perdi a conta dos filmes que adoro e que eles execram apenas por esporte.
Por isso que não levo o que eles dizem em conta - salvo raríssimas exceções ^~
Um abração!!
Illyana HimuraWakai
illyana.himura@gmail.com
@IllychanHimuraW
Digitei, digitei, digitei...
E...
...acabei esquecendo de dizer que ADOREI o título da coluna: Pipoca Literária \o/\o/\o/
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Pandinhas fofos para vc, Paulinha ^~
Illyana HimuraWakai
illyana.himura@gmail.com
@IllychanHimuraW
Eu adorei esse filme e dos que eu vi é um dos meus preferidos pro Oscar também, até gostaria que ganhasse, mas acho que ele acaba sendo um pouco comercial demais.
Acho que quando alguém trata de assunto polêmico sempre vai ter alguém pra ir contra ou ficar apontando erro. Acho que o filme, independente de como for, faz bem o papel de jogar o racismo na cara de quem tá assistindo. Eu não lembro de ter visto um filme que me chocou tanto por esse preconceito. E, ao mesmo tempo, ele não é aquele filme pesado.
Eu também já pensei nisso da autora ser branca, mas eu fico com você. Mal queriam aceitar a skeeter, imagine só uma negra naquela época. E só aceitaram porque já estavam crescendo os movimentos dos negros... E tem mais uma coisa: as pessoas ficam nessa de "olha lá, a branca salva a pátria", mas nem para pra pensar que o racismo é com negros E brancos. Acho que além de ser a solução lógica, desse modo a história mostra de certa forma que a cor é o que menos importa. Acho difícil o filme passar o dia 26 sem levar pelo menos um Oscar.
POIS é, finalmente discordando de quase tudo que vc disse...acho que o filme não acrescenta nada, além do óbvio...se fosse um'super-cine' da vida, vá-lá, mas pra oscar acho que exageraram..o filme repete a mesma fórmula de sempre pra falar de racismo da década 50 ou 60...achei as interpretações às mesmas de sempre..e duas foram indicadas, pelo que , não sei..papéis iguais a qualquer outro do mesmo estilo..a minny, na minha ignorante opinião, não vai além da mesma atuação missipiana de sempre- Tara, é vc meu , bem?- mas gostei do filme, forçado, piegas e saboroso..mas, oscar, minha gente? dá licença..
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