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terça-feira, 1 de maio de 2012

Resenha: Amante da Fantasia - Sherrilyn Kenyon

É de se imaginar que algo esteja errado quando você compra um livro e de repente todo mundo começa a questionar seu bom gosto ou até sua sanidade mental... Passada a euforia da compra, você olha a obra em suas mãos e tenta justificar dizendo que “a capa é meio esquisita, mas a estória parece ser boa...” ou “É o primeiro de uma série super famosa!!!” ou ainda “Todos os blogs que eu visitei, falaram super bem!!!!!!”...  Você até enfrenta os olhares desconfiados e impõe a sua determinação, certa de que todos estão sendo preconceituosos. Mas, depois da experiência de conhecer Julian da Macedônia, me dei conta de que preciso rever meus conceitos urgentemente... Por que das duas, uma: ou eu estou me tornando uma leitora chata e intransigente ou então não estou sabendo filtrar opiniões. Juro, tô me sentindo uma ET... Culpada, até, pois não conheci ninguém que não tivesse dado muitas estrelas na avaliação de O Amante da Fantasia (Saga Dark Hunter) e seguindo na contramão dessas análises literárias, preciso ser sincera e dizer que eu não caí de amores pela estória do guerreiro espartano que foi aprisionado como escravo sexual em um livro...

Ok. A descrição que acabei de fazer da estória é um pouco constrangedora, mas o livro é exatamente sobre isso! Julian da Macedônia era um poderoso general dotado de força e coragem inigualáveis. Temido e respeitado, não conheceu um inimigo que não pudesse abater em seus campos de batalha. Sua inteligência, habilidades e estratégias o elevaram ao patamar de lenda viva. De fato, Julian era um abençoado pelos deuses. Filho de Afrodite, a deusa do amor e do general Diocles de Esparta, foi agraciado com inúmeras dádivas do Olimpo, inclusive uma beleza tão perfeita e vigor tão aflorado que o tornou um homem cujos encantos nenhuma mulher seria capaz de resistir. Contudo, Julian não teve o principal em sua vida: o amor. Como filho bastardo de uma deusa, cresceu em regime espartano sem a presença materna, nas mãos de um pai violento que o odiava pela sua aparência e pelo efeito que causava nas mulheres, especialmente em sua madrasta... Sem se resignar ao destino solitário que o aguardava, Julian ousou cobiçar Penélope e sem perceber se colocou numa teia de acontecimentos que resultou numa terrível maldição: foi aprisionado em um livro onde passaria a eternidade servindo como escravo sexual cada vez que fosse invocado, não sendo nada além de um objeto para ser usado e sem sequer poder “aproveitar” a situação.

Dois mil anos depois, o livro, ou melhor, Julian foi parar nas mãos de Grace, uma terapeuta sexual, extremamente traumatizada e frustrada sexualmente por conta de uma experiência dolorosa do passado. Sua melhor amiga Selena, metida a cartomante e especialista em História Antiga, acaba descobrindo o conteúdo do livro e se convence de que esse seria o presente perfeito para tirar amiga da “seca”. Depois de muitas garrafas de vinho, Grace entra na onda de Selena e topa fazer o papel ridículo de invocar aquele “verdadeiro deus grego” da capa do livro para ser seu amante por um mês... E qual não foi a surpresa de Grace quando deu de cara com o cidadão nu em pelo no meio de sua sala!!! Contrariando todo seu bom senso e seu ceticismo, Grace tem que lidar com um homem que não pensa em outra coisa a não ser satisfazê-la. E Julian, por sua vez, encontra algo que nunca viu: uma mulher que não deseja usá-lo.

“Ordeno que se erga” – ela disse, agitando as sobrancelhas. Selena bufou. “Não é assim que se faz. Precisa dizer o nome dele três vezes.” Grace endireitou-se. “Escravo sexual, escravo sexual, escravo sexual.” Com as mãos nos quadris, a amiga encarou-a.“Julian da Macedônia.”“Ah, me desculpe” – Grace apertou o livro junto ao peito e fechou os olhos. “Venha e alivie minha virilha dessa dor, grande Julian da Macedônia, Julian da Macedônia, Julian da Macedônia”.— Depois, fitou Selena. “É difícil dizer isso depressa três vezes.”

De cara essa combinação de “deus grego” e “escravo sexual” na mesma sentença já me deixaria de orelha em pé com a estória, uma vez que não sou fã do tão falado romance de banca. Antes que você possa pensar, quero deixar claro que não sou nenhuma puritana... muito pelo contrário... Mas é que não vejo como expressões no estilo “membro intumescido” ou “centro do seu prazer” possam acrescentar alguma coisa na minha vida literária. Abro uma exceção aqui para a Irmandade da Adaga Negra que são romances sobrenaturais extremamente sensuais, e que gosto muito apesar de esse não ser exatamente meu tipo de leitura. Foi inclusive por causa de IAN que dei uma chance a Amante da Fantasia que, confesso, do ponto de vista do entretenimento é uma leitura agradável e divertida. O texto flui super fácil, a tradução é muito boa (pois tomou cuidado em evitar a linguagem chula), tem alguns trechos bem engraçados e uma boa pesquisa sobre história e mitologia. Mas os pontos positivos acabam por aí. O enredo é extremamente superficial e alguns aspectos não convencem. A estória poderia ser bem melhor se focasse mais em desenvolver seu conteúdo e menos em descrever exaustivamente os atributos do protagonista. Se torna cansativo o exagero de descrições das capacidades sexuais de Julian, e do Abdômen de Julian, e do cabelo de Julian, e de Julian de costas, de frente, deitado, em pé... Sinceramente eu acho que já sei até a cor do suor de Julian da Macedônia! E se por um lado o protagonista é perfeito, tinha que rolar o clichê da mocinha que se acha feia e que não acredita que um cara daqueles poderia dar bola pra ela...

Pra completar, metade do livro é o tal escravo morto de lindo querendo “resolver o problema” da moça e ela correndo dele por que não quer “usá-lo como ela foi usada”... Ahhhhh, por favor! Me desculpem, mas isso é surreal minha gente. Além de ser irritante, não é crível! Fora o excesso de enrolação com dúvidas se outro ama ou não ama, se conta ou não conta... enfim, muita dúvida adolescente pra um livro adulto. Existe sim uma preocupação da autora em desenvolver o crescimento da relação amorosa dos protagonistas, mas isso acaba se perdendo no meio de tantas cenas eróticas recorrentes. Quanto ao desenvolvimento dos personagens, bem, já deu pra notar que Julian tem um passado de novela mexicana, que acaba fundamentando suas atitudes, justificando sua personalidade e luta interior na adaptação de escravo sexual a habitante do século 21. Quanto à Grace eu achei um pouco forçado seu “passado traumático”. Os outros personagens contam com uma descrição bem básica e desenvolvimento inexistente.

E se você está se perguntando: cadê os Dark Hunters???  (Afinal esse é o título da série, que por sinal conta com mais de 20 livros...) Preciso informar que também tive a mesma dúvida martelando a mente e cheguei a questionar minha memória achando que deixei algum trecho importante ser ofuscado pela descrição de Julian da Macedônia dentro de uma calça jeans...  Mas não. Embora a visão de Julian em um jeans colado seja bem agradável, fui pesquisar e descobri que a autora realmente não menciona os Hunters nesse livro, pois é como se fosse uma espécie de volume zero da série.

Bom, acho que é isso. Na minha opinião o livro deixa muito a desejar, mas é um prato cheio pra quem curte esse estilo de literatura, que foca na sensualidade em 90% das páginas. Como eu disse antes é uma leitura até divertida, mas sem maiores compromissos.

domingo, 22 de abril de 2012

Novidades na Estante: Carmela E Lorenzo - Rubens Conedera

Tava dando uma olhada nos lançamentos de abril da Editora Modo e fiquei encantada com esse livro: Carmela e Lorenzo. Uma capa com maior clima de Romeu e Julieta, mas que de fato traz uma história de amor sobrenatural ambientada na Itália Renascentista. Diferente não? Eu adorei essa ideia! Nem preciso dizer que já está na minha lista do Desafio Literário... Mas não vou deixar vocês curiosos não... Vamos saber mais sobre esses dois???  

SINOPSE – Um amor floresceu na Itália Renascentista, contrariando os
costumes de uma época em que casamentos aconteciam mediante acordos
financeiros. A jovem Carmela e o enigmático Lorenzo apaixonam-se de forma inesperada, dando início a uma conturbada história de amor entre tintas, obras de arte e sangue.
Um romance cheio de mistérios, onde sentimentos se desenrolam em
situações que desafiam o leitor a explorar os limites do amor exposto em
cenários ricos em obras de arte, intrigas e violência. Após algumas revelações acerca de um segredo que norteia a vida de Lorenzo, poderá Carmela aceitá-lo como é, desafiando perigos e contrariando os costumes patriarcais e suas próprias crenças?


Sobre a Obra:
“Carmela e Lorenzo” é um romance envolvente, rico em descrições de
sentimentos, obras de arte e aventuras que se desenrolam em uma época
pouco explorada em romances, o Renascimento. O enredo se dá em 1508 na Itália Renascentista, entre os elementos necessários para a realização de afrescos. Em templos pequenos e grandiosos este amor desafia contratempos inimagináveis, e os segredos que limitam as ações do enigmático Lorenzo, filho de um velho pintor. Contratada para serviços braçais, a jovem e retraída Carmela conhece uma nova existência, longe da vida de servidão e humilhações ao lado do pai.
A trama tem como pano de fundo a paisagem italiana durante uma época de ampla manifestação cultural, onde pinturas feitas através da técnica dos afrescos são descritas ao publico, tornando o enredo esteticamente palpável, sentimentalmente intenso, com passagens sobrenaturais voltadas a um publico jovem, através de uma narrativa diferente.


Olhem só que lindo o projeto gráfico do livro!!!


Afinal, qual será o segredo de Lorenzo??? Tô doidinha pra descobrir!!! Tenho alguns palpites... 
Parabéns ao autor Rubens Conedera por ter explorado o tema sobrenatural, já tão comum nas prateleiras das livrarias hoje, de forma diferente, ambientando seu romance numa época interessante e utilizando a beleza da arte para dar asas a nossa imaginação! Parabéns a Editora Modo por reconhecer esses talentos nacionais e proporcionar uma edição tão bem trabalhada! Adorei!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Novidades na Estante: Não Deixe O Sol Brilhar Em Mim - Evandro Raiz Ribeiro

Gente, hoje quero apresentar um livro que vem chamando bastante minha atenção: Não Deixe o Sol Brilhar em Mim, do autor Evandro Raiz Ribeiro. Quem curte estórias sobrenaturais assim como eu, principalmente quando o foco são os protagonistas de dentes pontudos, vão se deliciar com essa publicação da Editora Dracaena! Desde que vi a capa pela primeira vez já fiquei curiosa... depois que li a sinopse então...EU TENHO QUE LER ESSE LIVRO!!!

SINOPSE: Em Não Deixe o Sol Brilhar em Mim o autor volta no tempo em um acerto de contas com o passado. Misturando reminiscências de sua infância com ficção, conta a história de Dennis e Valquíria, dois pré-adolescentes perdidos na solidão de suas vidas, cada um preenchendo o vazio existencial que há no outro em meio aos anseios da adolescência, descoberta do primeiro amor e amizade sincera. Porém Valquíria tem um segredo terrível. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é uma história de vampiros diferente em que a fuga da solidão ultrapassa o limite do sobrenatural.


E então? Gostaram???
Pelo visto muita gente tá de olho no trabalho do Evandro Raiz Ribeiro, pois o autor foi indicado como Destaque Literário do Press Awards Japan 2012. O  evento acontecerá em 19 de julho deste ano no Sogetsu Hall, em Tokyo, pela segunda vez celebrando os destaques brasileiros no pais.

O Press Awards Japan 2012 é promovido pelo Ministério das Relações Exteriores, com Patrocínio da Rede Globo Internacional, TAM e Banco do Brasil. Uma premiação muito importante onde nomes como Ivan Lins, Moreno Veloso Adriana Calcanhoto e Andrea Amorim estão concorrendo nas categorias de destaques na música. O autor Evandro Raiz Ribeiro concorre pela categoria Destaque Literário.
Ainda sobre o evento, serão homenageados com um prêmio especial e farão um show a parte, os músicos brasileiros Roberto Menescal e Leila Pinheiro.
O autor conta com os leitores para votar em seu nome! Todo mundo pode participar votando até o dia 5 de maio AQUI! 

Autor da Editora Dracaena concede entrevista para Globo Internacional.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Talentos Nacionais: Lu Piras

Hoje na coluna Talentos Nacionais, eu queria, na verdade contar uma história. Uma história de sonho se transformando em realidade. A história de Ana Luísa, ou Lu, como é carinhosamente chamada por todos.
Desde criança, Lu nutre uma verdadeira adoração pelos livros. Mal podia esperar a feirinha de livros de sua escola em Botafogo, no Rio de Janeiro, para ver todos aqueles exemplares expostos e até mesmo ficar na fila para conseguir autógrafos, que ainda hoje guarda com muito carinho. Aos quinze anos, ganhou  do avô o presente mais lindo que um amante das páginas poderia desejar: uma máquina de escrever. Muitos de vocês, já nascidos na era digital, talvez nem tenham tido oportunidade de apertar uma tecla de uma máquina dessas. Acreditem: é musculação para dedos! Mas Lu tinha uma Olivetti verde! Na época, posso falar por que é minha época também, ter uma Olivetti era como ter um tablet hoje em dia. E foi malhando seus dedos e ouvindo o “pin!”, toda vez que a lateral do papel chegava ao final, que Lu escreveu seu primeiro romance, chamado “A Rosa”.  Ela conta que sua primeira aventura pela arte de escrever está guardada a sete chaves no fundo de um baú. Confesso que despertou  em minha imaginação a cena de uma adolescente empilhando várias folhas de papel datilografadas, amarrando com um fita, fazendo um laço bem bonito e guardando num baú, com se fosse um grande tesouro. Ou ainda, escondendo astutamente, como se faz com os diários...
Mas enquanto “A Rosa” envelhecia suas pétalas, a jovem Lu continuou amando os livros e se apaixonando por estilos e personagens dos Chick Lit, da literatura fantástica, dos adoráveis romances cor-de-rosa. Embora tentasse manter os pés no chão com seus livros de Direito. Sim. A escritora virou advogada. Foi morar em Portugal. Sete anos. Mas em algum momento, o cheiro daquelas páginas guardadas no baú, deve ter despertado a escritora adormecida. Lu resolveu voltar para o Brasil e começar uma vida nova.
O amor pela escrita falou mais alto e a Série Equinócio nasceu. Quatro livros escritos em 7 meses do ano de 2009. Noites e noites acordada e feliz! Realizando seu sonho de escrever. Transformando- se em Lu Piras, um dos nossos mais novos talentos nacionais.
Pensam que a história acabou? Não! De jeito nenhum! Está apenas começando...
Lu Piras realizou o sonho de escrever Equinócio e agora terá seu sonho publicado, pela editora Dracaena, com uma das capas mais lindas que já vi nos últimos tempos. E essa é só a Primavera... ainda tem muita história pela frente... E que os anjos digam Amém!
Sinopse: A cidade do Rio de Janeiro é o pano de fundo onde a estudante de medicina Clara vive sua rotina diária com a família e amigos. O que ela não imaginava é que tudo o que acreditava estivesse prestes a mudar, com a visita inusitada de um anjo. As força do mal ameaçam escravizar a raça humana e, para impedir, o anjo da guarda Nath-Aniel (Nate) vem à Terra, disfarçado de humano, para alertar sua protegida Clara de que sua vida está em risco. Proibido de agir em nome dos humanos e alterar seus destinos, o anjo acaba por se envolver demasiado quando revela a Clara que o pai dela, um renomado cientista, é o responsável pela descoberta que despertou as forças do mal: a fórmula da perpetuação da vida humana (criônica). Toda a missão da legião de anjos celestiais é colocada em risco quando Nate e Clara se apaixonam.

“(...)Para que eu alcance o inatingível e possa provar aos meus sentidos que amar o sobrenatural é natural, Nate precisa amanhecer um lado para que o outro anoiteça. Eu preciso ver o homem que se eclipsa na sombra do anjo.”(Clara)
Confesso que estou absurdamente ansiosa pela companhia de Clara e Nate durante minhas leituras. Mas por enquanto só nos resta aguardar, pois Equinócio está ainda em fase de revisão para só então sua primeira edição alegrar nossas estantes. Enquanto isso, Lu Piras gentilmente me permitiu postar aqui no blog o primeiro capítulo de presente pra vocês! Boa leitura!



E agora que você já está ansioso pelas cenas dos próximos capítulos, vou dar a dica: visite e siga o blog de Equinócio para acompanhar e compartilhar esse momento “roendo as unhas” com a gente. Quem sabe assim, o livro não sai mais rápido?

terça-feira, 13 de março de 2012

Novidades na Estante: Agridoce - Simone O. Marques

A cada dia fico mais encantada com as obras nacionais que tenho recebido para divulgar aqui no blog! Hoje eu queria dar as boas vindas a autora Simone O. Marques, que juntamente com a Modo Editora, nos entrega um livro extremamente interessante como AGRIDOCE. Um romance sobrenatural, para dizer o mínimo, com "sabores e cheiros" diferentes...


SINOPSE:
Anya é uma garota comum, estuda gastronomia e mora em Florianópolis. Certa noite, ao passear pela praia ela sente um aroma que a atrai terrivelmente, uma mistura de fragrâncias que mexe com todos os seus sentidos. Na noite seguinte ela se vê perseguida pelo mesmo aroma e descobre que ele vem do corpo de um belo banhista que sai do mar. Cedendo ao impulso, ela vai até ele. Surpreendendo-o, ela o lambe e encosta o nariz em sua pele. Atormentada pelo aroma, ela precisa experimentar... Anya então descobre o prazer de degustar o sangue doce, que a fazia pensar em frutas flambadas, temperadas com o sal da água... O sabor agridoce que a desperta para uma necessidade vital que fará parte de sua vida. 

SOBRE A OBRA:
A primeira edição é de 2009 e agora ganha capa nova e uma edição caprichada. Agridoce conta a história de Anya, uma jovem estudante de gastronomia que vive em Florianópolis e que descobre ser portadora de um mal do sangue. Na verdade, ela precisa se alimentar do sangue de outras pessoas para sobreviver. Em meio à terrível descoberta de sua nova condição, Anya descobre que outras duas pessoas despertaram com ela e que passarão, de uma forma ou de outra, a fazer parte indissociável de sua vida ou de sua morte. Uma dessas pessoas é seu Escravo de sangue, um estranho que terá muito prazer em doar o sangue de que ela necessita e a outra é seu Antagonista, alguém que terá como objetivo de vida caçá-la e matá-la. A história gira em torna desse triângulo e de tudo o que o envolve. Anya terá muito o que aprender além de compreender sua nova vida.  É uma história de vampiros com ingredientes muito saborosos, com certeza.
Agridoce já tem uma continuação e se chama Cítrico.
Agridoce não é apenas mais um livro de vampiros, é uma obra repleta de aromas, sabores e sensualidade, que transcorre em ritmo viciante e irresistível, mantendo os leitores presos até a última página.
Os personagens fazem parte de uma trama que envolve: Portadores de uma necessidade especial (Vampiros) que despertam para a condição determinada por uma predisposição genética (a necessidade de sangue), Escravos (doadores), pessoas que despertam fisicamente dependentes dos Portadores, doar o sangue é uma condição vital para eles, e Antagonistas (caçadores) que, assim como os outros dois elementos da trama, despertam, mas para a necessidade de eliminar o Portador, mesmo que não tenham consciência disso.
São elementos de um triângulo dependente de sangue e a história do que são capazes de fazer por ele.
É uma incursão pelo mundo dos vampiros que respeita o mito, mas que foge de clichês. Tudo isso temperado com muito suspense, ação e terror.


SOBRE A AUTORA:
Simone O. Marques, nascida em 1969, é paulistana, formada em Pedagogia (PUC-SP) e Mestre em Educação (UFPR). Escreve desde 2007. Autora dos livros que compõem a Saga Paganus (Paganus, Triskle, Tribo de Dana e Era de Aquário). Também é autora das série de aventura fantástica: Crônicas do Reino do Portal e Marina e os tesouros da Tribo de Dana. Possui contos publicados nas antologias: Draculea, Grimoire dos Vampiros, Elas Escrevem, Marcas na Parede, No mundo dos Cavaleiros e Dragões, Tratado Secreto da Magia, Extraneus-volume I- Medieval Sci-Fi (convidada); Histórias Fantásticas-volume I (prefaciadora e autora convidada), Asgard: a saga dos nove reinos(convidada); Espectra (prefaciadora e autora convidada); Martelo das Bruxas (prefaciadora); A Batalha dos Deuses (convidada).


"Eu jamais imaginava escrever ficção e amar tanto fazê-lo. Sempre gostei de escrever, mas antes eram textos acadêmicos, historietas para as aulas de didática que lecionei durante anos. Só comecei a escrever em 2007 e, por mais clichê que possa parecer, o ímpeto inicial surgiu logo depois de um sonho. Eu resolvi escrever o que me lembrava, isso me levou a pesquisas e a história foi crescendo como uma árvore bem adubada. No final desse processo, no prazo de oito meses, havia quatro livros escritos, mais dois começados e alguns contos. O que me marcou mesmo e me deu o ânimo necessário para seguir em frente foi quando, em 2008, criei o livro Gênese Pagã para divulgar o livro Triskle (meu primeiro livro escrito e que estava com uma editora que iria publicá-lo) e o publiquei no meu blog. Duas vezes por semana eu postava capítulos e foi então que os leitores começaram a aparecer e a elogiar muito a história, os personagens, a trama e se mostravam ávidos para conhecer a continuação. Criei um vínculo com os leitores que foi algo fantástico e a história ganhou uma força que eu não imaginava. Os leitores pediram que eu publicasse o livro em papel e até hoje é meu maior sucesso. O livro ganhou uma nova publicação recentemente e ganhou também um novo nome: Paganus.
Para mim, no Brasil, o mercado literário tem muito o que aprender com o mercado internacional e não temer investir em novos talentos. O que vemos muitas vezes, infelizmente, é editora disputando leilão de obras internacionais consideradas coringas e que ao mesmo tempo se negando em investir em autores nacionais. Fiquei gratamente surpresa quando descobri a editora Modo e sua proposta. Acredito que seja um ótimo caminho para começar e que deveria ser adotado por muitas outras editoras que estão se lançando no mercado.
Quero primeiro agradecer por me darem a oportunidade de contar algumas histórias. Depois, espero sinceramente que gostem do que vão ler e que se aventurem à leitura. Experimentem, saboreiem e depois me contem o que acharam, pois, como disse antes, é muito importante para mim esse contato com leitores.Podem me visitar no meu blog e deixar opiniões por lá também: http://simoneomarques.blogspot.com Beijos para todos! =)"
E então? Curtiram? Quem ficou curioso(a) com mais essa super dica? Eu mesma adorei toda essa estória de sabores e cheiros e sensualidade... Acho que a leitura Promete!

terça-feira, 6 de março de 2012

Novidades na Estante: Surpresas do Além – Charlaine Harris

Se você adora o sobrenatural esta notícia é para você! A editora Lua de Papel acaba de lançar o segundo livro da série Harper Connelly Mysteries, “Surpresa do Além”. O romance é da escritora Charlaine Harris – autora da saga Sookie Stackhouse, os livros que inspiraram o seriado True Blood produzido e exibido pela HBO.


Nesta nova saga, nada de vampiros. O que temos é a estória de Harper Conelly. Uma garota comum até ser atingida por um raio e desenvolver o estranho dom de poder sentir os mortos. Desde então, ela e seu meio irmão Tolliver cruzam os Estados Unidos para encontrar corpos de pessoas desaparecidas. Afinal, as pessoas merecem saber a verdade sobre a morte de seus entes queridos.
Em Memphis tudo estava sob controle, parecia ser o primeiro trabalho – em anos – em que ela e Tolliver não teriam que fugir da cidade ou de um bando de cidadãos enfurecidos. Parecia…
Ao participar de uma aula-laboratório para a turma de antropologia do Sr. Clyde Nunley – enquanto identificava mortos que estavam naquele cemitério há séculos: alguns morreram por ferimentos de bala, outros pela Peste Negra, escorbuto, infecções e até gripe espanhola -, Harper encontrou uma cova em que, além de seu proprietário original, estava o corpo de uma garota. E o mais estranho era que ela e Tolliver haviam sido contratados, há dois anos, para encontrar essa menina, em Nashville.
Habituados a situações em que eles geralmente são incriminados, Harper e Tolliver se preparavam para horas de interrogatório, perseguições, prisões e tudo o mais que o FBI desejasse até Harper encontrar outro corpo, no mesmo cemitério e na mesma cova.
Afinal, por que o assassino estava colocando esses corpos lá para que Harper os encontrasse?
O primeiro volume, “Visão do Além”, lançado em 2011 no Brasil pela editora Lua de Papel, já vendeu mais de 40 mil exemplares e sua adaptação para a televisão está prevista para 2012, com direção de Ridley Scott.

Agora se você já está roendo as unhas pra saber um pouco mais sobre Harper Connelly, vou postar o primeiro capítulo de Surpresas do Além que a editora me enviou, só pra gente ficar com gostinho de quero mais...

sábado, 3 de março de 2012

Assistindo Livros: Dezesseis Luas na Telona!

Se por um lado as distopias são o novo pretinho básico da literatura, por outro os temas sobrenaturais continuam em alta e ganhando espaço.  Portanto se você fã dos dois gêneros comece a comemorar. Além da estréia de Jogos Vorazes ainda neste mês, podemos nos preparar para a adaptação de mais uma série: Beautiful Creatures da dupla Kami Garcia e Margaret Sthol. Aqui no Brasil foram publicados os dois primeiros livros: Dezesseis Luas que já foi resenhado aqui no blog e Dezessete Luas que eu ainda estou lendo.
Agora se você ainda não faz a menor do que eu estou falando (o que acho meio difícil por que toda a blogosfera já mencionou a obra) leia a resenha AQUI.
Hoje no Pipoca Literária nós vamos falar do filme, que inicia as filmagens em abril deste ano e já tem data marcada para o lançamento: 1 de fevereiro de 2013. A Warner Bros. detém os direitos da obra e ao que tudo indica não vai poupar esforços para criar um grande blockbuster! A começar pela escolha do elenco.
Para o papel do nosso protagonista Ethan Wate o selecionado foi o ator britânico Jack O’Connell mais conhecido pelo papel de James Cook na série Skins. O moço já participou de várias produções na TV e no cinema, porém nada que chamasse tanta atenção aqui no Brasil. O que eu, particularmente, acho muito bom. Se vai haver uma saga, que seja com caras novas, por que senão vira novela com elenco bate-revira-e-veste, tipo assim: nesse semestre o ator faz a das seis, no próximo faz a das sete e assim por diante...

 

E aí? O que vocês acharam? Dá pra imaginar o “bom garoto sulista que mal pode esperar para sair de sua cidade e que é atormentado por sonhos com uma garota que nunca conheceu” com essa cara de bad boy?

 

Lena Duchannes será interpretada pela novata Alice Englert, que ainda não tem um currículo invejável, mas é filha de ninguém mais, ninguém menos que a cineasta ganhadora do Oscar de melhor diretor, Jane Champion. Tá querendo lembrar de onde conhece esse nome? Vou dizer: diretora de O Piano, que rendeu a ela a sua estatueta, a Holly Hunter o Oscar de Melhor Atriz e revelou Anna Paquin com o Oscar de Melhor atriz coadjuvante aos 11 anos.  Bem, dever de casa a moça tem, vamos ver como ela se sai na pele da “garota linda, diferente, viajada, com seu cheiro de limão e Alecrim. Mas que vestia as roupas erradas, era sobrinha do Velho Ravenwood e luta para esconder seus poderes”.

Mas as grandes aquisições estão nos coadjuvantes. Para interpretar a maravilhosa Amma teremos a incrível Viola Davis, que acabou de concorrer ao Oscar de Melhor Atriz por Histórias Cruzadas e traz consigo grandes atuações como em Tão Forte e Tão Perto, Syriana, Longe do Paraíso, Comer, Rezar, Amar e muitos outros.
E para interpretar um papel duplo de vilãs, temos a atriz britânica Emma Thompson, que dispensa apresentações. Ganhadora de 2 Oscar e com um extenso acúmulo de atuações de sucesso em sua carreira que vão de Razão e Sensibiliade e Vestígios do Dia até Harry Potter e Nanny Mcphee, Emma vai encarnar a dupla Sra.Lincoln/ Sarafine. Confesso que adorei a escolha!

A direção do filme ficou por conta do premiadíssimo Richard LaGravenese, que dirigiu P.S Eu Te Amo, Paris Eu Te Amo e roteirizou filmes como Água para Elefantes, As Pontes de Madson, O Encantador de Cavalos e muitos outros.

Mas a última aquisição, divulgada ontem no site das autoras da série, foi Emmy Rossum para o papel da vilã Ridley . Emmy que vem de uma carreira repleta de mocinhas doces e adoráveis como em O Fantasma da Ópera, O Dia Depois de Amanhã e Posseidon, mostrará suas garras no papel da conjuradora sexy. E para aqueles que acham que ela tem “cara de boazinha” demais para o papel, digo que “Toda carinha de anjo traz uma periguete escondida sob a pele”.
E então? O que acharam? Qual elenco vocês escolheriam?

sexta-feira, 2 de março de 2012

Novidades na Estante: Regência de Ossos - Marcelo Paschoalin

Pra você que, assim como eu, é super fã de romances sobrenaturais, não pode deixar de conferir esse lançamento incrível da Modo Editora! Só o visual gráfico já me deixou encantada... Vamos saber um pouco mais sobre a estória?
SINOPSE - O autor de A última Dama do Fogo nos traz mais uma fantástica aventura! Houve um tempo em que a Necrópole de Amtal se restringia a atacar os que ousavam se afastar demais... Houve um tempo em que o povo de Dunir podia confiar na proteção da Guarda Real e na justiça de sua rainha... Esse tempo passou. No céu, apenas nuvens negras. Poderá uma jovem erguer sua voz e clamar em nome de seu povo ou o sangue dos vivos servirá apenas para saciar a sede daqueles que retornaram do reino dos mortos? Para mudar, é preciso aceitar. Para verdadeiramente ser, é preciso acreditar.
“Regência de Ossos” se passa no mesmo universo fantástico dos livros “A última Dama do Fogo” e “Eriana: Filha da Morte e Vida”, e conta a história de um reino ameaçado pela presença de uma cidade de mortos-vivos, cujas legiões devastam o campo, e dos esforços de uma jovem que luta para que o povo seja ouvido. É uma história de mudança – que só vem com a aceitação – e de transformação – que só ocorre quando se acredita. Quando os mortos-vivos se erguem, podemos ser fortes o bastante para enfrentá-los ou sucumbiremos em nossa busca pelo que desejamos?
E aí, ficou com vontade ler? Eu já tô roendo as unhas de ansiedade... Agora se você ainda está na dúvida se vai incluir ou não Regência dos Ossos na sua estante, vamos saber um pouco mais sobre o autor Marcelo Paschoalin. 

Tudo começou com muita leitura, principalmente por incentivo de meus pais. Foi ainda criança que tive contato com Jules Verne e Sir Arthur Conan Doyle, até mesmo antes de conhecer Pedro Bandeira – que abriu meu caminho para a literatura nacional, dos clássicos aos contemporâneos.Um momento que guardo com muito carinho foi quando um leitor, comparecendo a um de meus lançamentos, disse-me que era fã dos meus escritos e me disse que leria todos os livros que eu lançasse. É algo que eu nunca vou esquecer.A inspiração está em todo lugar. É uma cena de um filme, um olhar de relance pela paisagem, é uma notícia que lemos... Tudo é fonte de ideias, e elas formam a base de qualquer escrito.Meu único ritual antes de começar a escrever um livro é fazer uma diagramação prévia das páginas para que eu tenha a impressão real de estar dando vida ao livro e depois exportar o arquivo para meu smartphone. Sempre escrevi em smartphones, pois adoro a liberdade que proporcionam – é algo que só se percebe quando se está sob a sombra de uma árvore vendo os pássaros voando e tendo a oportunidade de capturar o momento em sua escrita.
Muito obrigado por me permitir falar um pouco sobre mim e sobre meus livros. Um espaço como este é maravilhoso para que o autor possa iniciar um diálogo com seus leitores e, aqueles que quiserem conhecer meu trabalho, poderão acessar http://www.letraimpressa.com.br além de conversar comigo pelo twitter @letraimpressa. Fico muito feliz em poder discutir com os leitores dos meus livros, pois sempre há uma troca de ideias fantástica – afinal, a história deixou de ser minha quando o texto foi lido por outro. 
 E a Modo Editora vai presentear um dos comentaristas com um mimo super fofo: uma agenda personalizada + um marcador, se este post chegar aos 50 comentários em 3 dias. Então, mãos no teclado galera!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Resenha: Sob a Luz da Lua - Andrea Cremer

Livro: Sob a Luz da Lua - vol. 1
Título Original: Nightshade #01
Autora: Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Tradução: Flávia Neves
ISBN: 9788501090478
Número de Páginas: 462

Sinopse: Calla Thor não é uma menina normal, e sempre soube que seu destino seria se unir a Ren Laroche, sendo sua fiel companheira até o último dia de suas vidas. Só que Calla, assim como Ren, é tão humana quanto loba. Alfa dos Nightshades, ela é responsável pelo bem estar e segurança dos outros integrantes de seu grupo e deve obediência aos Defensores, feiticeiros que vigiam os humanos desde tempos imemoriais. Tudo estaria a salvo se não fosse Shay Doran, um misterioso humano que faz Calla transgredir as severas leis que regem seu mundo e colocar em risco não só a sua vida, mas a de todos aqueles que ama.

Eu nunca tinha ouvido falar na série Nightshade, até dar de cara com Sob a luz da Lua na livraria. De cara, me apaixonei pela capa. Tudo nela é lindo! Confesso que quando li a sinopse do livro fiquei um tanto desconfiada e pensei duas vezes se encararia a leitura... A frase “Só que Calla, assim como Ren, é tão humana quanto loba” já me deixou de orelha em pé! Primeiro por que tenho uma visão muito pessoal do lobisomem. Gosto mesmo é daquela coisa de maldição e monstros feios, metade homem, metade fera, que sofrem com a transformação, que não reconhecem humanos e só respondem aos seus instintos. Não me agradam essas versões onde o humano se transforma num cachorro grande, que não passa de um bichinho de estimação mais irritadiço e agressivo...  Quer dizer... meio caminho andado pra eu odiar esse livro...  Mas assim como dei uma chance para Maggie Stiefvater e amei, achei justo dar o benefício da dúvida para Andrea Cremer. E, por mais contraditório que possa parecer, eu gostei bastante!
De fato a mitologia aqui é beeeeem diferente! Eles não se consideram lobisomens. São seres sobrenaturais chamados Guardiões. Difícil dizer se são lobos ou humanos, porque a magia que os cerca, permite que eles sejam as duas coisas ao mesmo tempo. E a dinâmica, ao que me pareceu é bem ao contrário, é mais ou menos como se fossem lobos que se “disfarçam” assumindo a forma humana, pra passarem despercebidos aos olhos dos pobres mortais. E quando digo lobo, estou me referindo ao animal mesmo, aquele que caça, vive em bando, usa seus instintos... Então esqueça monstros quebrando ossos e criando pêlos na lua cheia!
O que Andrea Cremer nos apresenta numa narrativa incrivelmente viciante é um mundo sobrenatural diferente que está repleto de criaturas mágicas. Temos os Guardiões que protegem os Defensores, que por sua vez vigiam os humanos, contra ameaças, leiam-se Inquisidores, que podem desestabilizar o “equilíbrio natural”.
A protagonista é Calla, a jovem alfa da alcatéia nightshade, que ao contrário de todas as garotas de sua idade, não está nem um pouco preocupada com os garotos bonitos, as festas, as roupas, maquiagens e esmaltes. Ela é focada na missão de ser uma grande líder para sua alcatéia. Afinal, seu destino já está todo planejado mesmo, por que se incomodar em perder tempo sonhando com coisas que não podem ser diferentes? O destino planejado em questão é Ren, o alfa da Alcatéia dos Banes, que, como típico adolescente na fase de hormônios à flor da pele, faz a linha “tô pegando todas” até chegar a hora de encarar suas responsabilidades. Uma dessas responsabilidades é casar-se com Calla quando os dois completarem 18 anos e formar uma nova alcatéia, unindo os seus bandos em um só. De cara, ele aparenta ser um idiota metido, mas depois fui percebendo que aquilo era meio que máscara. No fundo ele nunca achou que unir-se a Calla fosse um fardo, muito pelo contrário... Mas, sabe como é... Ele é um alfa macho, e para os “machos” tudo é permitido...
A paz e a tranqüilidade do mundo lupino acabam quando Calla resolve romper todas as regras para salvar um humano que corria risco de vida. O que ela não imaginava era que esse humano não era apenas um andarilho. Ele tinha vindo pra ficar. Shay era novo na cidade e seria colega de classe de Calla... E de Ren. Nem preciso dizer que a confusão tá formada! Até eu não consegui decidir de quem gostava mais. Calla e Ren dividem uma química, uma tensão sexual e a segurança do esperado. Calla e Shay dividem cumplicidade, uma amor natural e descontraído. Além do mais ele é extremamente PROIBIDO! (Ô motivo bom!)
Apesar de seus personagens serem extremamente cativantes, este livro não é apenas mais uma história de triângulo amoroso entre humanos e sobrenaturais. Ele aborda questões bem interessantes como opressão feminina, bullying, homossexualismo e, principalmente, liberdade. Acho que esse é o ponto forte da estória. Tudo é uma questão de escolha, de ter opções (ou não), de tomar decisões e arcar com as conseqüências, sejam elas quais forem. A busca da verdade a qualquer custo. Afinal, que sociedade tão cheia de regras e submissão não tem por trás algum tipo de segredo ou corrupção?
Realmente me surpreendi com o livro. A mocinha é decidida, de personalidade forte. A estória é fluida e os acontecimentos são bem amarrados, mesmo com taaanta magia envolvida. Recomendo até mesmo para quem tem preconceitos com lobos!!! Só que se trata de uma série, então já viu né? Significa que muita coisa fica pro próximo livro, inclusive nossa curiosidade e inquietação...
Pois que venha logo Wolfsbane!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Resenha: Paixão - Lauren Kate

Autora: Lauren Kate
Série: Fallen
Editora: Galera
Páginas: 372
Tradução: Ana Carolina Mesquita


Sinopse: Luce morreria por Daniel. E morreu. De novo e de novo. Ao longo do tempo, Luce e Daniel se encontraram somente para serem dolorosamente separados: Luce morta, Daniel deixado machucado e sozinho. Mas talvez não precise ser dessa maneira... Luce está certa que algo - ou alguém - em uma vida passada pode ajudá-la em sua vida presente. Então ela começa a jornada mais importante desta vida... voltando eternidades para presenciar em primeira mão seus romances com Daniel... e finalmente descobrir o segredo para fazer seu amor durar. Cam e a legião de anjos e Exilados estão desesperados para pegar Luce, mas nenhum deles está tão agitado quanto Daniel. Ele vai atrás de Luce através de seus passados em comum, com medo do que pode acontecer se ela reescrever a história. Porque então seu romance corre o risco de acabar... para sempre.


Esse foi um dos primeiros livros que tive oportunidade de ler este ano. Eu estava absurdamente louca pra saber em que daria a aventura maluca de Luce, depois de toda aquela confusão no final de Tormenta. Li o livro inteiro em duas noites, mas depois fiquei na dúvida sobre como poderia resenhá-lo. Isso por que apesar de ter apreciado a leitura, o achei bem inferior aos anteriores.
Luce inicia uma viagem no tempo através dos anunciadores em busca de respostas em suas vidas passadas. Sozinha, sem ajuda, ciente do perigo e pior: sem a menor noção de onde e quando deveria chegar e o que fazer quando chegasse lá. Mas seu próprio instinto guiava os anunciadores e Luce pôde observar e, até interagir algumas vezes, em suas diversas vidas através dos séculos, em lugares inusitados (muitos deles inusitados demais pro meu gosto!). Viu sua história de amor com Daniel começar e terminar diversas vezes, sempre do mesmo jeito: ela morrendo e ele sofrendo de novo, de novo e de novo...
E aí a grande dúvida de Luce passa a ser: Daniel a ama de verdade ou está apenas atado a ela devido essa maldição? E que maldição é essa afinal? E por que foi lançada? Luce quer todas as respostas. E o leitor também!
A notícia boa é que várias perguntas são respondidas. Descobrimos sobre a maldição, vivenciamos o amor dos dois através dos tempos, que fato abriu a brecha na maldição durante a vida atual de Luce e, também conhecemos o passado de Cam, um dos personagens mais enigmáticos da série.
A má notícia é que a narrativa é extremamente lenta, falta ação na trama. Uma vez que todo mundo se torna observador, as “visitas” a cada vida de Luce se tornam repetitivas por mais diferente que fosse a experiência. E pra completar, surge um novo personagem: Bill. Ele se torna uma espécie de guia para Luce e o responsável pelos diálogos mais interessantes e cômicos do livro. Porém, como diria uma amiga minha baiana, “meu santo não bateu com o dele”. Literalmente. E Luce, que a princípio era intrépida, tornou-se a “vitima iludida que adora cair numa armadilha”. Típico, não?
Outra coisa que não me convenceu muito foi a história de Cam. Para mim sempre pareceu haver uma tensão entre ele e Luce, dando a entender que ali já tinha rolado alguma coisa... tipo assuntos de amor mal resolvidos... mas não. Tem amor no meio, mas nada a ver com Luce. Na minha opinião, o personagem é subaproveitado!
Senti muita falta dos outros anjos e demônios aprontando das suas: Arriane, Roland, Gabe, Molly e até a participação dos Nefilim é ínfima. E, assim como nos outros dois livros, sinto muita falta de contato físico e uma relação mais próxima entre os protagonistas. Claro que tem o lance da maldição e tudo mais, mas não já tem uma brecha? O que falta pra esses dois enfiarem o pé na jaca de vez? Quem já leu pode até argumentar que nesse livro os dois tem contato físico em outras vidas... mas helow, é um beijinho de nada e a mulher pega fogo!!! Ah, por favor...
Particularmente, acho que a única coisa que “salva” o livro todo é a constatação do amor de Daniel. O quanto é forte e verdadeiro! O quanto ele tem que suportar perdê-la, enlouquecer de tristeza e voltar a esperar por ela. Que fardo incrível é esse amor que ele ostenta com tanto orgulho! Definitivamente é O personagem. E ter  o ponto de vista dele na narração é fantástico.
Pra encerrar, preciso ressaltar que a autora merece pontos por ter usado bem os recursos bíblicos e a mitologia dos anjos, a queda, e até mesmo retratar o próprio mal em pessoa. Aguardo ansiosamente “Rapture”, o último volume da série, por que agora a saga afunilou de vez e preciso ver o que Lauren Kate vai inventar pra dar um fim ao tormento de Daniel e Luce. E espero que ela consiga ser um pouco menos lenta e mais convincente nesse desfecho. 



“O amor de Daniel por ela era longo e ininterrupto. Era a forma mais pura de amor, mais até que o amor que Luce lhe retribuía. Seu amor fluía sem interrupções, sem parada. Enquanto o amor de Luce era apagado a cada morte, o sentimento de Daniel crescia ao longo do tempo, atravessando a eternidade.” 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Resenha: Dezesseis Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia


Título original: Beautiful Creatures
Editora: Galera
Ano: 2011
Páginas: 488
ISBN: 9788501086914
Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Em Gatlin não havia surpresas. Pelo menos era isso que eu achava... só que eu não poderia estar mais errado. Havia uma maldição. Havia uma garota. E, no fim, havia um túmulo. Pois é, e ainda havia o segredo. Um tipo de segredo que não ficaria oculto por muito tempo em um lugar como Gatlin, um tipo de segredo que pode mudar tudo a sua volta...

Se tem uma coisa que eu adoro de paixão são livros com tema sobrenatural... seja vampiros, anjos, bruxos, fantasmas... qualquer um tá valendo, desde que seja uma boa estória e muito bem escrita.

Falando nisso, Dezesseis Luas capturou minha atenção no momento em que eu vi que se tratava do primeiro livro de uma série escrita a quatro mãos. Escrever em dupla não é algo muito fácil... são estilos diferentes, idéias diferentes, gostos diferentes... Mas o que posso afirmar depois de ler este livro é Margaret Stohl e Kami Garcia, encontraram a sintonia perfeita. Primeiro por que elas acertaram em cheio em fazer a narrativa sob a visão de um garoto! E melhor ainda, elas conseguiram “encarnar” o garoto!  (Tava precisando variar né minha gente? Eu já tava cansada de livros narrados por mocinhas com sérios problemas de percepção, auto-estima  e dúvidas eternas sobre o famoso “mal-me-quer,bem-me-quer”) Segundo por que elas conseguiram sair do lugar-comum e nos apresentaram o universo dos Conjuradores, provando que é possível sim escrever sobre um gênero exaustivamente explorado e ainda assim construir uma trama diferente. E terceiro por que elas ambientaram sua saga em uma pequena cidade do sul dos EUA, onde superstição, preconceito com o “diferente” e a tradição de homenagear a Guerra da Secessão Americana são de igual importância. 

Ethan Wate é nosso protagonista. Um adolescente que mal vê a hora de terminar o ensino médio e escapar da pacata e previsível Gatlin, cidade que ele considera praticamente a anti-sala do fim do mundo. E Gatlin tem todas as características de uma cidade pequena: todo mundo sabe, comenta e se mete na vida de todo mundo. É comandada pelas “respeitáveis senhoras” que fazem parte de grupos fechados e formadores de opinião, onde normalmente a opinião é “estamos contra tudo e todos que não seguem as nossas regras”. Na escola, o velho clichê populares versus excluídos, também não é algo que inspire muito Ethan, mesmo ele sendo atleta e com vaga garantida na mesa dos populares, costuma guardar suas verdadeiras opiniões para si, optando sempre pela política da boa vizinhança. 
Tudo isso muda com a chegada de Lena Duchanes. A garota linda, diferente, viajada, com seu cheiro de limão e Alecrim. Mas que vestia as roupas erradas, era sobrinha do Velho Ravenwood  “o recluso da cidade” e morava com ele na “mansão mal assombrada”. Para os moradores de Gatlin ela era uma ameaça. Para Ethan, Lena era literalmente a garota dos seus sonhos, ou melhor, pesadelos. Era com ela que ele vinha tendo sonhos estranhamente reais e assustadores. Afinal quem é aquela garota? E por que existe uma conexão estranha e forte entre os dois, que os faz compartilhar sonhos e até se comunicar telepaticamente?


"Dezesseis Luas, dezesseis anos
Dezesseis dos seus mais profundos medos
Dezesseis vezes você sonhou com minhas lágrimas
 Caindo, caindo ao longo dos anos…"


Claro que a curiosidade e os sentimentos que vão crescendo entre Ethan e Lena, fazem com que eles enfrentem tudo e todos para descobrir o grande mistério que envolve sua conexão, um medalhão, um amor impossível de um casal durante a Guerra Civil e o destino de Lena quando chegar a décima sexta lua. O clima da narração tem um quê de sombrio, por que o mistério que envolve Lena e sua família, e todas as coisas estranhas que acontecem quando ela está por perto, fazem com que o leitor sequer pense em desgrudar os olhos das páginas.

E falando de enfrentar tudo e todos, não posso deixar passar o melhor personagem do livro: Amma. A governanta de Ethan, que o criou como filho e é quem realmente manda na casa dele. É muito divertido vê-lo anteceder com precisão as broncas que levará da supersticiosa Amma. E é adorável perceber o amor e o cuidado dela com ele, principalmente depois da morte de sua mãe e da ausência de seu pai ainda em luto.

Bem vindos ao combo irrestível da série Beautiful Creatures : amor impossível + maldição + poderes sobrenaturais. Eu li, adorei e já comecei a ler a continuação Dezessete Luas. Recomendo!


P.S – O livro faz muita referência ao clássico O Sol é Para Todos, de Harper Lee, que considero particularmente uma leitura obrigatória. Fica a dica para aqueles apreciam grandes clássicos da literatura.