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domingo, 29 de abril de 2012

Assistindo Livros: Os Vingadores

Se você algum dia já se aventurou pelas páginas de algum HQ de super-herói ou mesmo acompanhou as estórias desses seres cheios de dons e habilidades nos desenhos animados, com certeza já se pegou imaginando qual deles se sairia melhor num confronto interno... Seria o martelo do Thor capaz de desferir um golpe fatal na defesa intransponível do escudo do Capitão América? Será que toda a tecnologia do traje do Homem de Ferro suplantaria a força bruta e bestial do Incrível Hulk? E as flechas do Gavião Arqueiro poderiam causar estrago na armadura de Tony Stark? Mesmo sem nenhuma arma espetacular, seria a Viúva Negra capaz de manipular o herói da Segunda Guerra, ou o filho de Odin ou ainda o enfurecido gigante verde??? Na nossa imaginação sempre ganha o nosso favorito. Mas o que a Marvel tem a dizer sobre isso?
Depois de ter passado pela incrível experiência de assistir Os Vingadores, posso dizer que tenho a resposta! A Marvel apresentou uma obra que traduz seu respeito pelos fãs, novos e antigos, que tinham a esperança de ver seus super-heróis tão bem apresentados em suas características, de maneira uniforme e com interação perfeita. Digo isso por que eu mesma não acreditava que tal feito seria possível uma vez que os filmes prévios de cada herói, com exceção dos dois do Homem de Ferro, apresentaram roteiros fracos, efeitos idem e atores nada a vontade dentro de seus uniformes emblemáticos. Sendo assim, uma reunião do famoso grupo de super-heróis num mesmo filme seria um projeto ambicioso e com grande chance de fracasso. O mais provável é que acabasse se tornando um “Homem de Ferro e sua Turma”.
Pois bem, ledo engano. E fiquei muito feliz por constatar que depositei minhas esperanças na pessoa certa, quando pensei que a aquisição de Joss Whedon para dirigir e roteirizar a adaptação cinematográfica de Os Vingadores foi a melhor decisão. Para muitos se tratava de um diretor inexperiente na telona, para mim se tratava do cara que pegou um filme fracassado do nível “sessão da tarde” e criou “Buffy – The Vampire Slayer”, uma das séries de maior sucesso e mais cultuadas de todos os tempos! Não posso negar que sou fã de Buffy e do trabalho de Whedon, que sempre se mostrou um grande conhecedor da cultura pop e, a julgar pelos enquadramentos e afinação entre os personagens do filme, um leitor de quadrinhos.
Pra mim o filme foi exatamente isso: a gloriosa exibição de páginas na telona. Whedon conseguiu unir quatro heróis vindos de filmes de apresentação diferentes, com diretores e estilos diferentes (Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América) a dois outros sem filmes próprios e sem tanta fama diante do público geral (Viúva Negra e Gavião Arqueiro). E adivinhem? Todos brilham com a mesma intensidade durante 142 minutos de exibição, transmitindo os seus conflitos e dramas particulares, interligando seus talentos e limitações sem perder o fio da meada. 
Temos uma combinação de personalidades opostas surgindo através de tiradas de humor sensacionais, enriquecidas com referências pop. Um acerto muito grande na minha opinião, uma vez que acho um erro filmes de heróis que se levam a sério demais. Muitas dessas cenas são protagonizadas pelo debochado e megalomaníaco Tony Stark em seus duelos verbais com o Capitão América, só que agora Robert Downey Jr. não é o único herói agindo com espontaneidade em sua própria fantasia. Todos os outros sustentam suas identidades e mostram novas faces.
Vemos atores confortáveis em seus personagens e estes, por sua vez, confortáveis em uma equipe. Chris Evans nos mostra o Capitão América como ele é: com seu perfil chatinho disciplinado e focado na missão, liderando e assumindo riscos como um verdadeiro herói de guerra; Chris Hemsworth apresenta o deus convencido e sentimental, com a mesma pose de superior, porém bem mais carismático; Jeremy Renner apesar de ter uma participação meio padronizada, mostra que o Gavião Arqueiro não é um personagem que possa ser subestimado; Scarlett Johansson é a personificação da mistura entre beleza exótica, fingimento e sagacidade que uma espiã utiliza como armas. Mas a grande revelação do filme é o Hulk, já que Mark Ruffalo assumiu o monstro verde e conseguiu transmitir com maestria a dualidade do personagem em sua mistura de angústia e alívio a cada transformação. Coisa que nem Eric Bana ou Edward Norton imprimiram em suas interpretações anteriores. Ruffalo captou a essência desse herói incompreendido e realmente me lembrou a atuação de Bill Bixby, o Dr. Bruce Benner da antiga série de TV, que desde essa época me fez ser uma total simpatizante do Hulk.
 A direção de Whedon também nos brinda com uma batalha final fantástica, cheia de dinamismo, onde todos os personagens demonstram seus talentos, formando um conjunto perfeito. A cena sem cortes óbvios é uma grande sequência muito bem orquestrada, com ângulos de câmera incomuns, que passeia por todo o campo de atuação dos heróis e seus inimigos. O vilão Loki, Nick Fury e todo o pessoal da S.H.I.E.L.D. cumprem seu papel de forma satisfatória, garantindo o sucesso no que se propõe o roteiro: uma ameaça a humanidade que para ser derrotada, necessita da união de forças de um grupo de pessoas extraordinárias, que após vários momentos de tensão, entende que a cooperação é única saída.
Eu gostei tanto do filme que poderia ficar horas descrevendo seus momentos de ápice e incríveis acertos, mas correria o risco de soltar spoilers e estragar a expectativa de quem ainda não foi ao cinema. O que posso garantir é que o filme é de tirar o fôlego! Uma verdadeira aula de como se faz um blockbuster! E a minha dica é: não levante da poltrona assim que subirem os créditos em hipótese alguma!!!  

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Assistindo Livros: Once Upon A Time

Quem nunca se sentiu completamente “enfeitiçado” pelas frases “Era uma vez...” e “Felizes para sempre...” que atire o primeiro livro! Assim como muitos dos bookaholics, meu amor pela leitura teve início nas páginas dos contos de fadas. Como não se apaixonar por todas aquelas estórias com tantos sonhos se tornando realidade e o bem vencendo o mal? Mesmo hoje, me dando conta do quanto alguns valores transmitidos por essas páginas são um pouco “incômodos” para mim por serem um tanto machistas (tipo a necessidade da mocinha se casar com um homem rico pra ser feliz), ainda não posso negar a importância de se acreditar em príncipe encantado, fada madrinha e bruxa má. Vendo pelo lado romântico, são lições de esperança e fé... Acreditar que tudo sempre vai dar certo no final!

Falando nisso, uma tendência muito forte hoje nos estúdios cinematográficos é a releitura desses contos de fada. Foi-se o tempo em que só Walt Disney se interessava pelas estórias que nossas avós nos contavam... Várias adaptações com participação de grandes nomes estão surgindo, mas hoje quero destacar uma que me surpreendeu bastante: a Série de TV Once Upon A Time!

Imagine uma serie que mostra o lado avesso dos contos de fada, que expõe seus heróis e bandidos em seus sentimentos mais íntimos, suas fraquezas, suas qualidades, seus medos, suas mentiras... É assim que Once Upon a Time apresenta seus personagens, que condenados a viverem sem seus finais felizes por conta de uma terrível maldição da Rainha Má, moram nos dias de hoje, na cidade de Storybrook, no estado norte-americano Maine. Aparentemente uma grande vitória da famigerada madrasta da Branca de Neve: todos os personagens do reino encantado agora são pessoas comuns, do nosso mundo e que não se lembram quem eles realmente são. A Branca de Neve agora é Mary Margaret, uma solitária professora da escola primária; O Principe Encantado está em coma no hospital; A Chapeuzinho Vermelho é uma garçonete um tanto pornô; E a Rainha Má é a prefeita-quase-dona da cidade! 
Bem... mas nem tudo saiu como ela planejou! Antes da maldição se abater sobre todos, Branca de Neve dá a luz a uma menina chamada Emma e consegue salvá-la desse destino. Emma é enviada ao nosso mundo e criada como órfã, sem nenhum conhecimento sobre seu passado. Levando uma vida desregrada Emma engravida e entrega seu filho para adoção. Dez anos depois, Henry bate a sua porta pois foi adotado pela Rainha Má, tornou-se expert na maldição por causa de seu inseparável livro de contos de fadas e pede a Emma que o ajude a quebrar o feitiço. Claro que Emma não acredita em nenhuma palavra e ainda tem sérias preocupações com a sanidade mental daquela criança e por isso decide ficar uns dias em Sotrybrook e acompanhar Henry mais de perto. E é aí que começa o verdadeiro desafio de Emma: conseguir sair ilesa do cotidiano de Storybrook literalmente planejado por Regina, a Rainha Má, além de se permitir acreditar na tal maldição e salvar os dois mundos.


De cara o roteiro me chamou a atenção, mas tive a impressão de que seria algo leve e até um pouco divertido, mas no decorrer de Once Upon A Time você percebe que a série tem um tom muito mais sério, misterioso e sombrio. O que mais me deixou encantada foi a maneira como todas as estórias e personagens estão interligados nos dois mundos e como algumas “brechas” nos contos foram preenchidas. Por exemplo, por que a Rainha Má tem tanto ódio da pobre enteada assim? Só por que o espelho dizia que ela era a mais bonita do reino? Será? Eu sempre achei que tinha mais farinha nesse angu... E Once Upon A Time aponta nessa direção! São essas possibilidades de soltar a imaginação e questionar tudo que faz com que a serie se torne absolutamente viciante.


As atuações são memoráveis, com destaque para Ginnifer Goodwin (Branca de Neve/Mary Margaret), Lana Parrilla (Rainha Má/Regina), Jared Gilmore (Henry), Jennifer Morrison (Emma Swan) e o maravilhoso Robert Carlyle (Rumpelstiltskin/Sr. Gold). O figurino e caracterização dos personagens são incríveis. Contudo, os efeitos especiais deixam bastante a desejar! Dou um desconto por ser uma produção de Tv, mas em tempos de HD não dá mais pra economizar nesse setor. Porém, de forma alguma esse detalhe chega a incomodar tanto... Acho que é uma excelente opção dentre as inúmeras séries dramáticas ou com apelo sobrenatural que tem surgido ultimamente por ser intrigante e fugir do lugar-comum. Recomendadíssima! 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Assistindo Livros: Jogos Vorazes

Em tempos onde todos os estúdios cinematográficos buscam uma “saga-campeã-de-bilheteria” pra chamar de sua, fica praticamente impossível ver uma adaptação para o cinema de alguma obra literária destinada ao público jovem, sem ter que se deparar com um sem número de comparações entre séries. Mas, como leitora assídua e cinéfila que sou, posso garantir que ser “o mais novo fenômeno mundial dos cinemas”, a famosa frase preferida dos marqueteiros, é uma das poucas coisas que Harry Potter, Crepúsculo e Jogos Vorazes tem em comum. Não que eu ache que as comparações desmereçam algum deles, só acredito serem injustas uma vez que se trata de obras tão distintas entre si, e acredito que cada uma tem o seu valor.  

O filme adaptado da trilogia de Suzanne Collins, campeã de vendas e sucesso de público e crítica, nos apresenta um mundo distópico num futuro não muito distante, surgido a partir do que um dia fora os Estados Unidos. Uma nação chamada Panem, formada por 12 Distritos comandados por uma Capital, que para exercer seu poder, criou os Jogos Vorazes. Uma espécie de reality show de sobrevivência, onde cada distrito tem que sortear e enviar um casal de adolescentes entre 12 e 18 anos para lutar até que só reste um sobrevivente! Toda a matança é registrada por câmeras e transmitida a todos os distritos pela televisão, com grande sucesso de audiência. A trama gira em torno da personagem Katniss, interpretada por Jennifer Laurence (indicada ao Oscar por O Inverno da Alma), que se oferece para ir no lugar da irmã de apenas 12 anos que teve o azar de ser sorteada.E pra completar ainda mais a situação, o outro sorteado é Peeta (interpretado por Josh Hutcherson de Minhas Mães e Meu Pai) o garoto com quem Katniss se sente em dívida por tê-la ajudado numa situação difícil no passado...

Eu particularmente estava com bastante expectativa em relação a Jogos Vorazes. Cada vez que imaginava o que podia “surgir” na visualização das páginas, me tremia toda! Li a trilogia há um bom tempo... logo que o primeiro livro foi lançado no Brasil, e torci muito para que quem comprasse os direitos da obra, se empenhasse em fazer um trabalho sério, fiel e bem produzido. Afinal, nada como um filme mal feito pra destruir a reputação de uma estória... E cá pra nós, Jogos Vorazes tem algumas partes que corriam sérios riscos de ficarem ridículas numa adaptação para o cinema...
Pois bem, minhas preocupações mostraram-se sem fundamento quando vi o nível de investimento feito, desde a escolha do elenco excelente até a caracterização dos personagens e ambientação da trama. Para uns um tanto brega, para outros, excêntrica. Eu achei completamente condizente com o que li. A personagem Effie, por exemplo, realmente é uma espécie de Lady Gaga do Tim Burton no livro. Em termos visuais acredito que a aposta foi muito bem feita, tanto em figurino, quanto nas discrepâncias entre a modernidade e riqueza da Capital em contraponto a miséria e atraso dos distritos. 
A direção de Gary Ross foi muito pontual. Desde o início do filme, retratando a protagonista em sua vida simples e insegura, com uma espécie de “câmera inquieta” balançando o tempo todo, até o acerto na “medida certa” de violência a ser mostrada. Claro que como leitora senti falta de mais brutalidade nas cenas dos jogos, mas entendo que na hora de sintetizar um livro, tem que haver um cuidado com a dosagem e acho que o acerto foi exatamente aí: não foi apelativo com excesso de sangue e pedaços de gente pra tudo quanto é lado e também não se excedeu na questão romance, o que é comum acontecer nessas adaptações. Enfim, o filme não foi reduzido ao patamar de uma estorinha de amor sobrevivente com triângulo amoroso, nem ao novo “massacre na floresta”. Digo isso, por que, a meu ver, a trilogia está muito acima desses aspectos! É uma obra com uma mensagem política e social fortíssima que mostra um governo que aliena seu povo com pobreza e ignorância, e usa o entretenimento como forma de coação e manipulação da sociedade; que é uma critica ao povo que se deixa envolver, acompanha e torce por um show de “realidade” forjada que mata seus próprios filhos; que prova que só é preciso um abrir os olhos e fazer sua parte para que sistemas absurdos sejam questionados e derrubados. (Qualquer coincidência com o mundo não-distópico atual, não é mera semelhança!)
Outro ponto forte no filme são as atuações! Jannifer Laurence foi a atriz que eu vibrei ao ser escalada para o papel e ela não decepcionou! Muito pelo contrário... Ela é a Katniss! Conseguiu transmitir o quanto a personagem é forte, batalhadora, bem intencionada porém turrona, endurecida pelas dificuldades da vida ao ponto de não saber como “ser simpática” ou ter traquejo social. Assim como suas flechas, foi certeira na incorporação do personagem. 
Josh Hutcherson brilhantemente conseguiu mostrar a evolução de Peeta, exatamente como no livro, de rapaz generoso fadado morte certa à descoberta de sua arma secreta que era seu carisma. Woody Harrelson captou tão bem a essência do “mentor bebum” Haymitch, que realmente é uma pena sua participação não ser maior. Aliás, acho que todos cumpriram muito bem seu papel. Até Lenny Kravitz conseguiu a proeza de ser Cinna, um personagem tão importante na trama, mesmo quando o roteiro falhou na evolução do relacionamento entre ele e Katniss.     
Aliás, a falha do filme na minha opinião foi onde eu menos esperava: o roteiro. Uma vez que a própria Suzanne Collins estava envolvida achei que esse seria o menor dos problemas. Mas o que pude perceber é que houve uma preocupação muito grande em construir a imagem de Katniss e deixou-se um pouco de lado a simbologia e alguns aprofundamentos que transmitissem a quem não leu o livro, a grandeza da estória. Os jogos são muito mais do que um reality show, ou uma forma de castigo anti-rebeliões... Katniss é muito mais do que uma adolescente tentando sobreviver... O tordo, a garota em chamas, o romance pré-fabricado... não tive certeza de que as mensagens implícitas foram devidamente transmitidas a quem não leu. Claro que dá pra entender o filme e toda a situação, o que por si só já é suficiente. Mas pelo que pude observar, ele deixa muita margem para indagações e má interpretações. Talvez seja algo proposital, para ser desenvolvido apenas na continuação. Ou talvez eu esteja sendo exigente demais. Mas, desculpem, como fã não posso evitar querer que TODOS captem as qualidades da obra em 2 horas e 20 minutos de filme! Entretanto devo ser justa e ressaltar que o roteiro acertou ao preencher as lacunas com cenas de bastidores dos jogos, além de conversas entre os “cabeças” sobre seu planejamento, uma vez que o livro é sob o ponto de vista de Katniss.
Para finalizar, posso assegurar que nada disso afeta o filme em si. Foi um trabalho muito bem feito, uma excelente opção de entretenimento inteligente e, que com certeza deverá ser aprimorado na sequência. Recomendadíssimo!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Assistindo Livros: A Mulher de Preto

Você acredita em fantasmas? Parece uma pergunta boba com uma resposta óbvia. Mas é bom ter isso em mente antes de se aventurar pelo cinema, pois pode tomar muitos sustos com A Mulher de Preto.

O livro homônimo de Susan Hill adaptado para a telona sob a direção de James Watkins, de início chama atenção por que seu protagonista é interpretado por ninguém mais, ninguém menos que Daniel Radcliffe. E logo de cara posso adiantar que a imagem de Harry Potter ficou para trás, no momento em que Daniel assumiu a pele do advogado Arthur Kipps. Não vou mentir dizendo que não há momentos em que a gente deseja: “dá logo um Avada Kedavra nessa mulher!” Mas não por causa do ator e sim por conta das situações e o suspense, que é enlouquecedor certas horas.  

Arthur Kipps é um jovem advogado que atravessa um momento difícil pessoal e profissionalmente. Pessoal porque ao tornar-se pai, perdeu a esposa e seguiu adiante criando seu filho com ajuda de uma governanta, e, mesmo o amando muito, no fundo não consegue superar totalmente a morte da mulher. Profissional porque durante esses quatro anos, o luto e a nova rotina parecem ter atrapalhado seu desempenho no trabalho, chegando o momento em que seu chefe lhe dá um ultimato: precisa deixar Londres por alguns dias em busca de documentos pendentes para completar o processo de venda da mansão mais antiga do povoado Crythin Gifford, cuja dona tinha falecido. Sem escolha, Arthur deixa seu filho em Londres, prometendo reencontrá-lo no final de semana, e parte para o povoado em busca de todos os documentos, que provavelmente estariam perdidos entre pilhas e pilhas de papéis no interior da velha casa. 
Assim que chega a cidade, Arthur começa a perceber comportamentos estranhos, medo, tristeza e muitos segredos envolvendo a população e a misteriosa mansão. E é nesse clima sombrio, repleto de mistérios e quase sem nenhum apoio que ele pretende concluir sua missão.
Pessoalmente, preciso ressaltar que Arthur é um homem muito corajoso, pois a mansão em questão, além de apavorante, fica praticamente em uma ilha, cuja única estrada aparece e desaparece conforme a maré (por muito menos eu já tinha dado meia volta e começado a procurar um novo emprego nos classificados). Visivelmente impressionado com toda a superstição presente no povoado e a própria dúvida quanto a existência de um mundo espiritual capaz de cruzar a fronteira, uma vez que costuma sentir a presença da falecida esposa, Arthur se descobre vendo e acreditando na presença de uma mulher vestida de preto aterrorizando a propriedade.

Como não pretendo soltar spoilers aqui e acabar com a “graça” do filme, o que posso adiantar é que a trama é bem interessante, os diálogos são poucos, o que significa que as explicações chegam de maneiras não muito convencionais. A direção garante bons sustos e cenas angustiantes, repletas de tensão e foco em detalhes. O filme é típico terror no estilo “O Orfanato” e “Rose Red”. Ou seja, suspense e cenas apavorantes com um toque de drama. Tudo muito bem dosado. Não existem momentos leves aqui. Os personagens são sofridos, carregados, quase nunca sorriem e vale destacar as atuações da atriz Janet McTeer e o ator irlandês Ciarán Hinds, como o casal Daily que tem uma participação interessante na trama. E, para quem, assim como eu, tem pavor de bonecas, palhaços e brinquedos que fazem barulho ou tocam musiquinhas de ninar (eu acho até a abertura de The Secret Circle Freak), taí um prato cheio para não dormir por uma semana. Recomendo!

domingo, 11 de março de 2012

Assistindo Livros: Sete Dias com Marilyn

É impossível pensar em Holywood e não vir à mente uma sequência de flashes com as mais notórias imagens de Marilyn Monroe. Imagens essas que ficaram imortalizadas como ícones de fama, glamour, prestígio e sex appeal. Todas queriam ser Marilyn. Ainda hoje muitas gostariam. Afinal, o que pode ser melhor do que se tornar a diva mais célebre do cinema, com todos os homens aos seus pés e um carisma tão inegável que nem mesmo após 50 anos de sua trágica morte consegue ser esquecida? Muita gente pode realmente pensar assim, mas talvez, a própria Marilyn pudesse ter uma resposta diferente.
E é exatamente esse lado frágil, carente e inseguro de uma das mulheres mais emblemáticas do cinema que temos a oportunidade ver no filme Sete Dias Com Marilyn. Porém, acredite, não se trata de nenhuma biografia da atriz. O filme é na verdade baseado na obra literária de Colin Clark: The Prince and The Showgirl and Me e My Week With Marilyn. Os dois livros são memórias do autor sobre os bastidores da filmagem de The Prince and The Showgirl em Londres de 1956 com Laurence Olivier e Marilyn Monroe, e de como chegou a dividir a cama com a lenda de Hollywood.
De fato, Colin é nosso protagonista aqui, interpretado pelo ator britânco Eddie Redmayne (que fez papéis pequenos em filmes como Elizabeth - A Era de Ouro, A Outra, O bom Pastor e Pecados Inocentes). Um rapaz com então 23 anos, de família britânica abastada e influente, apaixonado por cinema e determinado a deixar tudo para traz e juntar-se à trupe. Seguir seu sonho de fazer parte daquele universo de alguma forma. Esse sonho começa a se transformar em realidade quando consegue um emprego de terceiro assistente (leia-se “pau-pra-toda-obra”) na produtora de Sir Laurence Olivier, que na época já tinha sido agraciado com dois Oscar e partia para produção de um filme mais comercial, que seria estrelado por ninguém mais ninguém menos que ele e Marilyn Monroe que estava no auge de sua fama. A partir daí, temos uma inversão de papéis. Por que o filme que gira em torno da experiência de Colin, de repente parece orbitar ao redor de Marilyn.
Isso por que a atriz Michelle Williams conseguiu exatamente o que Marilyn conseguia fazer perante as lentes das câmeras: ofuscar a todos com sua presença marcante. Michelle conseguiu captar e expressar com perfeição a essência de Monroe: seu jeito de andar, seu olhar, a postura e os gestos lentos e femininos que fascinava a todos. Ela consegue transmitir aquela aura de êxtase de Marilyn. Não, definitivamente, Michelle Williams não é mais aquela garota que fazia uma adolescente problemática em Dawson’s Creek. Particularmente, gosto muito da atriz  que mostrou que sabia atuar desde O Segredo de Brockeback Mountain até o recente Namorados Para Sempre. Mas confesso que fiquei chocada ao vê-la na pele de Marilyn.
Esse foi um dos filmes mais esperados por mim nessa temporada, por que eu realmente queria ver o resultado! Tudo ia contra a atriz escalada para o papel. Desde sua estrutura física franzina e sem grandes atributos, o desafio de cantar, dançar e se transformar de uma “bonitinha sem sal” em uma das mulheres mais sensuais e sedutoras que o show business já viu. Pois bem, Michelle Williams deu conta do recado! Apresentou uma atuação madura e digna de indicação.

Em “Sete Dias Com Marilyn” a diva demonstra todo seu estrelismo gerado por seus medos da pressão de ser Marilyn Monroe. Ao desembarcar na Inglaterra para as filmagens de The Prince and The Showgirl, não consegue enxergar “a verdade” em seu personagem, o que a impedia de atuar com melhor desempenho. Causando sérios conflitos com seu diretor e par romântico no tal filme, Laurence Olivier. Isso fazia com que ela questionasse seu talento e se tornasse depressiva. E reagia a isso chegando ao set no horário que queria e quando queria, trazendo consigo uma professora de atuação que a dirigia mais que o diretor do filme e impondo todas as suas vontades e, ainda assim deixando todos babando e tomando o partido dela. E é num desses momentos de criança mimada que, ao descobrir que Arthur Miller (seu terceiro marido) a deixaria sozinha em Londres, pois se sentia sufocado por ela e todas suas demandas de atenção, ela solicita a presença do jovem terceiro assistente Colin para lhe fazer companhia. Tudo o que acontece a partir desse momento não cabe a mim contar. Só posso dizer que existe uma cumplicidade entre os dois que funciona para cada um de forma diferente. Para ela, uma válvula de escape; Para ele, as boas vindas a vida adulta.


Mas é maravilhoso poder ver que a magia de Marilyn Monroe era ser um grande enigma. Não se sabe se era uma garota frágil vestindo uma capa de mulher fatal ou se era uma grande manipuladora fingindo inocência. Não dá pra saber se a Marilyn das fotos naturalmente sexy era o personagem que ela criou para o trabalho ou se a Marilyn vulnerável que não agüentava a pressão da fama era o verdadeiro personagem para atrair e manipular todos ao seu redor. Eu particularmente acredito que ela era muito esperta, pois sabia das expectativas que seu nome gerava e transformava seus receios e sofrimentos em pedidos de ajuda disfarçados.
Mas voltando ao filme... (Não disse que ela rouba a cena?) As atuações estão impecáveis. Kenneth Branagh como Sir Laurence Olivier, desempenha com perfeição o tormento de ser uma estrela e ter que lidar com outra em prol de um resultado positivo. Julia Ormond que interpreta Vivien Leigh (a atriz que fez Scarlet O’Hara), mostrando um lado esposa ciumenta de Olivier. A maravilhosa Judy Dench e a querida Emma Watson com participações menores, mas exalando talento. E, o figurino é um capítulo a parte, extremamente real e convincente.

Contudo, o sucesso do filme é uma série de momentos corriqueiros, aparentemente sem nenhuma relevância, entre o “Terceiro assistente” e a estrela símbolo sexual mais famosa do mundo. Uma das melhores surpresas do ano para mim. Recomendo!

sábado, 3 de março de 2012

Assistindo Livros: Dezesseis Luas na Telona!

Se por um lado as distopias são o novo pretinho básico da literatura, por outro os temas sobrenaturais continuam em alta e ganhando espaço.  Portanto se você fã dos dois gêneros comece a comemorar. Além da estréia de Jogos Vorazes ainda neste mês, podemos nos preparar para a adaptação de mais uma série: Beautiful Creatures da dupla Kami Garcia e Margaret Sthol. Aqui no Brasil foram publicados os dois primeiros livros: Dezesseis Luas que já foi resenhado aqui no blog e Dezessete Luas que eu ainda estou lendo.
Agora se você ainda não faz a menor do que eu estou falando (o que acho meio difícil por que toda a blogosfera já mencionou a obra) leia a resenha AQUI.
Hoje no Pipoca Literária nós vamos falar do filme, que inicia as filmagens em abril deste ano e já tem data marcada para o lançamento: 1 de fevereiro de 2013. A Warner Bros. detém os direitos da obra e ao que tudo indica não vai poupar esforços para criar um grande blockbuster! A começar pela escolha do elenco.
Para o papel do nosso protagonista Ethan Wate o selecionado foi o ator britânico Jack O’Connell mais conhecido pelo papel de James Cook na série Skins. O moço já participou de várias produções na TV e no cinema, porém nada que chamasse tanta atenção aqui no Brasil. O que eu, particularmente, acho muito bom. Se vai haver uma saga, que seja com caras novas, por que senão vira novela com elenco bate-revira-e-veste, tipo assim: nesse semestre o ator faz a das seis, no próximo faz a das sete e assim por diante...

 

E aí? O que vocês acharam? Dá pra imaginar o “bom garoto sulista que mal pode esperar para sair de sua cidade e que é atormentado por sonhos com uma garota que nunca conheceu” com essa cara de bad boy?

 

Lena Duchannes será interpretada pela novata Alice Englert, que ainda não tem um currículo invejável, mas é filha de ninguém mais, ninguém menos que a cineasta ganhadora do Oscar de melhor diretor, Jane Champion. Tá querendo lembrar de onde conhece esse nome? Vou dizer: diretora de O Piano, que rendeu a ela a sua estatueta, a Holly Hunter o Oscar de Melhor Atriz e revelou Anna Paquin com o Oscar de Melhor atriz coadjuvante aos 11 anos.  Bem, dever de casa a moça tem, vamos ver como ela se sai na pele da “garota linda, diferente, viajada, com seu cheiro de limão e Alecrim. Mas que vestia as roupas erradas, era sobrinha do Velho Ravenwood e luta para esconder seus poderes”.

Mas as grandes aquisições estão nos coadjuvantes. Para interpretar a maravilhosa Amma teremos a incrível Viola Davis, que acabou de concorrer ao Oscar de Melhor Atriz por Histórias Cruzadas e traz consigo grandes atuações como em Tão Forte e Tão Perto, Syriana, Longe do Paraíso, Comer, Rezar, Amar e muitos outros.
E para interpretar um papel duplo de vilãs, temos a atriz britânica Emma Thompson, que dispensa apresentações. Ganhadora de 2 Oscar e com um extenso acúmulo de atuações de sucesso em sua carreira que vão de Razão e Sensibiliade e Vestígios do Dia até Harry Potter e Nanny Mcphee, Emma vai encarnar a dupla Sra.Lincoln/ Sarafine. Confesso que adorei a escolha!

A direção do filme ficou por conta do premiadíssimo Richard LaGravenese, que dirigiu P.S Eu Te Amo, Paris Eu Te Amo e roteirizou filmes como Água para Elefantes, As Pontes de Madson, O Encantador de Cavalos e muitos outros.

Mas a última aquisição, divulgada ontem no site das autoras da série, foi Emmy Rossum para o papel da vilã Ridley . Emmy que vem de uma carreira repleta de mocinhas doces e adoráveis como em O Fantasma da Ópera, O Dia Depois de Amanhã e Posseidon, mostrará suas garras no papel da conjuradora sexy. E para aqueles que acham que ela tem “cara de boazinha” demais para o papel, digo que “Toda carinha de anjo traz uma periguete escondida sob a pele”.
E então? O que acharam? Qual elenco vocês escolheriam?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Assistindo Livros: Especial Oscar - Os Descendentes

A predileção de Alexander Payne de levar para as telas conflitos pessoais de personagens sem rumo de uma maneira nada convencional é interessante, mas confesso que nunca foi do meu agrado. As duas experiências que tenho com o diretor, Sideways e As Confissões de Schimidt não me impressionaram nem um pouco. Muito pelo contrário.  George Clooney, na minha humilde opinião nunca foi um ator lá muito versátil e até então nunca tinha conseguido se livrar da imagem de “Galã mais cobiçado de Hollywood”. Então, esse mix de Payne + Clooney foi meio caminho andado para que eu quase não desse a menor atenção ao filme Os Descendentes. Eu disse QUASE!
Acontece que uma adaptação de uma obra literária para as telas do cinema nunca é um trabalho fácil. E, já tendo lido um pouco sobre o romance da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings, eu realmente quis conferir a capacidade do diretor de extrair humor de situações complexas e ainda assim mostrar uma estória bem contada.
Para minha surpresa, foi exatamente isso que aconteceu!
Nos primeiros minutos do filme, temos o protagonista Matt King, desmistificando em tom sarcástico a imagem de que morar no Havaí é como estar de férias o ano todo. A narração vem acompanhada de imagens urbanas, com todos os problemas de uma cidade normal. Nada de resorts, praias paradisíacas e surfistas por todos os lados. De fato, até tem tudo isso no filme (mesmo as camisas floridas), mas tudo em segundo plano.

Isso por que Matt está em um momento crucial de sua vida. Ele é um advogado que sempre colocou o trabalho em primeiro lugar e agora, sua esposa Elizabeth está em coma por conta de um acidente de lancha. A relação com suas filhas é praticamente inexistente. Ainda por cima encontra-se como responsável por decidir em nome da família pela venda de uma propriedade paradisíaca que é herança familiar, uma vez que são descendentes de uma linhagem de nobres havaianos e primeiros brancos a habitarem o arquipélago. Venda esta que deixaria os primos e ele próprio muito ricos, mas que destruiria uma das mais lindas paisagens, em prol de resorts internacionais ou Shopping Center ou coisa pior, atraindo a desaprovação da comunidade local. 
Em meio a tantos acontecimentos, Matt precisa fazer uma inversão de valores. Troca os dias enfiado no escritório pelos cuidados com as filhas em tempo integral. Novidade na vida de um pai que nunca teve que lidar com a rebeldia de uma filha adolescente e as tentativas de chamar atenção de uma filha de 10 anos. Cada uma aprontando conforme suas idades! Ao tentar recuperar o tempo perdido, Alexandra, sua filha mais velha faz uma revelação dramática que se torna a grande busca e aventura do filme. Não vou soltar spoiler e dizer do que se trata, mas posso adiantar que é uma reviravolta geral em tudo o que Matt acreditava.
Mas o grande lance do filme está exatamente aí, na maneira como todos os personagens lidam com a nova situação. O momento é trágico, mas pela imperfeição e realismo desses personagens, acaba criando situações patéticas que equilibram de forma certeira drama e humor. Acreditem, o filme traz um humor sutil e diálogos inteligentes no meio de um quadro que só piora a cada cena. 
Falando em personagens, devo reconhecer que George Clooney mostrou todo seu potencial de atuação nesse filme. Ele foi extremamente convincente no papel de homem comum, marido desesperado e pai tentando encontrar seu caminho. Deixando completamente de lado todo o charme e glamour que lhe é inerente para interpretar um personagem emocionalmente real.  Preciso ressaltar também um grande talento despontando: Shailene Woodley, que faz o papel de Alexandra, brilha representado com muita personalidade uma adolescente verdadeira, sem exageros no estereótipo. Na verdade o elenco todo é muito bom. Amara Miller que interpreta Scottie, a filha mais nova de Matt, faz um trabalho belíssimo. E há um personagem em especial que é responsável por muitas gargalhadas: Sid (Nick Krause), o amigo sem noção de Alexandra. 
Os Descendentes é um filme que não tem grandes truques, nem inovações. Ele é simplesmente isso: uma estória bem contada que faz com que você se identifique com os personagens, que são os mais reais possíveis, com problemas comuns e dificuldades que qualquer um de nós pode vir a ter. É isso que nos envolve na trama: ver tudo se desenrolar aos poucos, encaixando peças e reencontrando caminhos. Nada do que se pode imaginar de primeira: um drama familiar que numa cena final tudo se esclarece e todos ficam felizes... Os Descendentes é uma série de pequenos instantes que vão do aprendizado e crescimento dos personagens até as questões de perda e legado. 

Forte candidato ao Oscar de Melhor filme, não é meu favorito entre os concorrentes, mas sem dúvida, um grande filme!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Assistindo Livros: Especial Jogos Vorazes

Se você é leitor viciado e vive atualmente no planeta Terra é lógico que pelo menos já deve ter ouvido falar na série Hunger Games (Jogos Vorazes), da escritora Suzanne Collins e, se não já leu os livros deve ter dado pelo menos uma espiadinha num milhão de resenhas por aí... Eu mesma vi várias antes de começar a ler no ano passado e ainda peguei um montão de indicações com meus amigos blogueiros. É que naquele momento eu já estava um pouco “gata escaldada” com algumas séries direcionadas para o público Young Adults que prometiam muito e quando você iniciava a leitura... bem... as promessas iam por água abaixo!  

Ainda assim, fui lá na livraria, meio desconfiada e peguei o primeiro livro, assim como quem não quer nada e comecei a dar uma lida...
Ok... um mundo pós-apocalíptico surgido a partir do que um dia fora os Estado Unidos, chamado Panem... formado por 12 distritos... tinha 13, mas um foi destruído por que provocou uma rebelião contra a Capital... Até aí tudo bem! O bicho pegou foi quando a sinopse dizia que pra demonstrar seu poder perante os 12 distritos restantes, a tal Capital desenvolveu uma espécie de reality show de sobrevivência, onde um casal de adolescentes entre 12 e 18 anos de cada distrito era “sorteado” pra participar, e, das duas uma: matava todo mundo no jogo e virava celebridade ou morria! 
Na mesma hora pensei: “Como é que é???? Gente, isso não pode prestar... mas quer saber? Vou dar uma chance! A história é diferente e pra tanta gente falar bem alguma coisa boa tem que ter... e se não tiver, vai virar uma resenha daquelas que falta adjetivo negativo pra completar o texto!!!’”.... E aí que eu devorei primeiro livro, comprei logo o segundo e li o terceiro em inglês mesmo! Nem cheguei a fazer a resenha na época, por que praticamente engoli as páginas e não parei pra sequer por a mão no teclado... (mas prometo que vou fazer um resenhão da trilogia aqui no blog durante o Especial Jogos Vorazes)
 Hoje eu quero mesmo é falar sobre o filme! Eu sei que já tá todo mundo roendo as unhas esperando ansiosamente pelo dia 23 de março! E com razão, por que ao que tudo indica os estúdios Lionsgate fez um investimento dos bons! O que me deixou muito feliz pois quando soube que ia ter filme da série, a minha primeira preocupação foi como eles iriam retratar todo aquele jogo e todos aqueles cenários e personagens, sem ficar caricaturado, ridículo e remendado num filme de baixo orçamento.

E pra você aí que tá completamente perdido no meio de tudo isso aí vai uma pequena idéia do que estou falando: o centro da trama é a adolescente Katniss Everdeen de 16 anos, que se oferece para ir como tributo no lugar da irmã Prim de 12 anos que é a “feliz sorteada”. Pra completar, o tributo masculino do seu distrito (em quem também ela tem que passar a faca se quiser voltar vivinha da silva pra casa) é Peeta, o garoto com quem Katniss se sente em dívida por tê-la ajudado numa situação difícil no passado... Pelo menos ela se sentiu “aliviada” por não ter que enfrentar outro possível candidato: Gale, seu melhor amigo, que compartilha com ela não apenas o talento da caça, mas a responsabilidade de cuidar de suas famílias... E só pra a história ficar mais bonita ainda, o Distrito 12, ao qual esses personagens representam é o mais pobre de Panem! O que significa patrocínio zero para apoiá-los durante o show, e pra piorar a situação, seu mentor é o único tributo vencedor desse distrito ainda vivo... Ou seja, faz tempo que esse povo não ganha nem “bom dia”. O cidadão em questão é Haymitch, um bebum do tipo “amanheci na sarjeta abraçando uma cobra... como cheguei aqui?” Aí já viu né... O povo do 12 tá numa situação um tantinho complicada!



Bem, mas de cara, o que me chamou atenção sobre a produção cinematográfica de Jogos Vorazes foi a escolha do elenco, que teve uma disputa acirradíssima para a maioria dos papéis e vejam só que time foi formado:  

Katniss será interpretada por ninguém mais, ninguém menos que a indicada ao Oscar de melhor atriz pelo filme "Inverno da Alma", Jennifer Lawrence. Ela concorreu ao papel com outras duas grandes jovens atrizes também indicadas ao Oscar recentemente Hailee Steinfeld (Bravura Indômita) e Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine). Deu pra perceber o alto nível no quesito “mocinha”. E embora ache Hailee Steinfeld e Abigail Breslin excelentes atrizes, acredito que Jennifer Lawrence foi a escolha perfeita. Além de talentosa (pois carregou nas costas o filme “Inverno da Alma” inteiro), a caracterização dela deu vida a Katniss exatamente como eu imaginava ao ler o livro.
E aí convenceu? Imaginou que ela seria assim??? (eu particularmente gostei por que sempre vi a Katniss como uma sobrevivente e odiaria vê-la sendo interpretada por uma "sobrevivente" no estilo Megan Fox... "Ooops, minha regata rasgou durante a luta, vou ter que ficar com os peitos de fora o filme inteiro...")

Os rapazes também tiveram que suar a camisa! Para o papel de Peeta Mellark estavam no páreo Alex Pettyfer (Eu sou o Número Quatro), Josh Hutcherson (Minhas Mães e Meu Pai) e Hunter Parrish (Weeds)... Não vou mentir que superadorei o Josh Hutcherson ser o grande vencedor, por que simplesmente acompanho esse garoto desde que ele fez Zathura, Pontes para Terabítia e muitos outros filmes onde sua atuação realmente me surpreendeu!(O que quer dizer que não teremos pelo menos um ator estilo Malhação canastrão, acabando com o filme apenas por que tem características físicas iguais às descritas no livro).
Já não posso dizer o mesmo sobre o escolhido para ser Gale... Liam Hemsworth de "A Última Música" (bem que poderia ser O Último Filme) que levou o papel mas o bichinho é fraquinho de atuação que chega a dar dó... (me perdoem os fãs da Miley Cyrus, mas ela e esse moço conseguiram a proeza de destruir um filme baseado num livro de Nicholas Sparks, o que por si só é praticamente garantia de sucesso...) Mas vamos ser positivos! Pode ser que o moço tenha feito umas aulinhas de atuação extras... e, em último caso, pelo menos ele vai  servir de colírio! (fãs não briguem comigo! É uma opinião pessoal ok?)
Seremos nós e Katniss com um grande dilema: Peeta, o filho do padeiro com carisma e coração de herói ou Gale, o talentoso caçador, protetor e cheio de charme revolucionário!

E saindo um pouco do tradicional triângulo amoroso, o filme conta com grandes nomes que também farão parte do elenco: Donald Sutherland como presidente Snow, Woody Harrelson como o pau de cana do Haymitch, além de Stanley Tucci, Elizabeth Banks (o virgem de 40 anos),Toby Jones (O Ritual), Wes Bentley (Beleza Americana), (o cantor/ator) Lenny Kravitz (Preciosa) e mais uma turma boa sob a direção de Gary Ross (Seabiscuit).

Na segunda parte do Especial Jogos Vorazes, falarei mais sobre os outros personagens! Mas e vocês? Gostaram das escolhas ou pensaram em outros nomes??? O que esperam do filme? Quem tá contando os dias pra março chegar? Quero saber todas as opiniões e se esse post chegar aos 50 comentários, vai rolar uma #promo especialíssima! ( que tem a ver com um certo Box que acabou de ser lançado...)