sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Resenha: Dezesseis Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia


Título original: Beautiful Creatures
Editora: Galera
Ano: 2011
Páginas: 488
ISBN: 9788501086914
Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Em Gatlin não havia surpresas. Pelo menos era isso que eu achava... só que eu não poderia estar mais errado. Havia uma maldição. Havia uma garota. E, no fim, havia um túmulo. Pois é, e ainda havia o segredo. Um tipo de segredo que não ficaria oculto por muito tempo em um lugar como Gatlin, um tipo de segredo que pode mudar tudo a sua volta...

Se tem uma coisa que eu adoro de paixão são livros com tema sobrenatural... seja vampiros, anjos, bruxos, fantasmas... qualquer um tá valendo, desde que seja uma boa estória e muito bem escrita.

Falando nisso, Dezesseis Luas capturou minha atenção no momento em que eu vi que se tratava do primeiro livro de uma série escrita a quatro mãos. Escrever em dupla não é algo muito fácil... são estilos diferentes, idéias diferentes, gostos diferentes... Mas o que posso afirmar depois de ler este livro é Margaret Stohl e Kami Garcia, encontraram a sintonia perfeita. Primeiro por que elas acertaram em cheio em fazer a narrativa sob a visão de um garoto! E melhor ainda, elas conseguiram “encarnar” o garoto!  (Tava precisando variar né minha gente? Eu já tava cansada de livros narrados por mocinhas com sérios problemas de percepção, auto-estima  e dúvidas eternas sobre o famoso “mal-me-quer,bem-me-quer”) Segundo por que elas conseguiram sair do lugar-comum e nos apresentaram o universo dos Conjuradores, provando que é possível sim escrever sobre um gênero exaustivamente explorado e ainda assim construir uma trama diferente. E terceiro por que elas ambientaram sua saga em uma pequena cidade do sul dos EUA, onde superstição, preconceito com o “diferente” e a tradição de homenagear a Guerra da Secessão Americana são de igual importância. 

Ethan Wate é nosso protagonista. Um adolescente que mal vê a hora de terminar o ensino médio e escapar da pacata e previsível Gatlin, cidade que ele considera praticamente a anti-sala do fim do mundo. E Gatlin tem todas as características de uma cidade pequena: todo mundo sabe, comenta e se mete na vida de todo mundo. É comandada pelas “respeitáveis senhoras” que fazem parte de grupos fechados e formadores de opinião, onde normalmente a opinião é “estamos contra tudo e todos que não seguem as nossas regras”. Na escola, o velho clichê populares versus excluídos, também não é algo que inspire muito Ethan, mesmo ele sendo atleta e com vaga garantida na mesa dos populares, costuma guardar suas verdadeiras opiniões para si, optando sempre pela política da boa vizinhança. 
Tudo isso muda com a chegada de Lena Duchanes. A garota linda, diferente, viajada, com seu cheiro de limão e Alecrim. Mas que vestia as roupas erradas, era sobrinha do Velho Ravenwood  “o recluso da cidade” e morava com ele na “mansão mal assombrada”. Para os moradores de Gatlin ela era uma ameaça. Para Ethan, Lena era literalmente a garota dos seus sonhos, ou melhor, pesadelos. Era com ela que ele vinha tendo sonhos estranhamente reais e assustadores. Afinal quem é aquela garota? E por que existe uma conexão estranha e forte entre os dois, que os faz compartilhar sonhos e até se comunicar telepaticamente?


"Dezesseis Luas, dezesseis anos
Dezesseis dos seus mais profundos medos
Dezesseis vezes você sonhou com minhas lágrimas
 Caindo, caindo ao longo dos anos…"


Claro que a curiosidade e os sentimentos que vão crescendo entre Ethan e Lena, fazem com que eles enfrentem tudo e todos para descobrir o grande mistério que envolve sua conexão, um medalhão, um amor impossível de um casal durante a Guerra Civil e o destino de Lena quando chegar a décima sexta lua. O clima da narração tem um quê de sombrio, por que o mistério que envolve Lena e sua família, e todas as coisas estranhas que acontecem quando ela está por perto, fazem com que o leitor sequer pense em desgrudar os olhos das páginas.

E falando de enfrentar tudo e todos, não posso deixar passar o melhor personagem do livro: Amma. A governanta de Ethan, que o criou como filho e é quem realmente manda na casa dele. É muito divertido vê-lo anteceder com precisão as broncas que levará da supersticiosa Amma. E é adorável perceber o amor e o cuidado dela com ele, principalmente depois da morte de sua mãe e da ausência de seu pai ainda em luto.

Bem vindos ao combo irrestível da série Beautiful Creatures : amor impossível + maldição + poderes sobrenaturais. Eu li, adorei e já comecei a ler a continuação Dezessete Luas. Recomendo!


P.S – O livro faz muita referência ao clássico O Sol é Para Todos, de Harper Lee, que considero particularmente uma leitura obrigatória. Fica a dica para aqueles apreciam grandes clássicos da literatura.

7 comentários:

Annie disse...

Okay..eu não li a resenha toda. Quando vc disse 'Ethan Wate é nosso protagonista' eu já parei, pq eu quero ler esse livro mas o tempo (o do relógio e o do bolso) ainda não permitiram!

Aliás, é incrível!! Eu só tenho conseguido ler à noite. Mas isso não vem ao caso.

Sou igual à vc..não posso ver um livro sobrenatural que já fico no pique!! (Eric que o diga!!). E saber que o livro foi escrito à 4, me deixou ainda mais curiosa. Era algo que eu queria fazer...escrever um conto junto com alguém, alcançando aquela simbiose única. Não é fácil, e dependendo do caso, as diferenças podem pular à frente, quebrando até um laço de amizade.

Voltando ao livro, eu adoro livros que se ambientam no sul dos Estados Unidos. É uma cultura rica, uma história que embasa mil cenários e um lugar ainda há muito preconceito em suas mais variadas facetas.

Ele já tá na lista..vamos ver quando ele vai pra pilha!

XOXO
@annielus
@OMezanino

http://omezanino.blogspot.com
http://emporiodoslivros.blogspot.com

Vanilda disse...

Não tinha visto que você tinha feito a resenha de Dezesseis Luas, mas é um livro que eu quero muito ler, por isso sugeri o próprio na sua enquete. Pelo seu texto, vi que tenho tudo para gostar do livro, como eu já esperava. Também me interesso bastante por temas como anjos, fadas, vampiros e afins. Belíssima resenha.

Aline Coelho disse...

Oi tudo bem???? Muito legal seu blog =) Já estou seguindo =)
Gostaria de te convidar a fazer uma visitinha ao meu blog
http://leiturasvidaepaixoes.blogspot.com/
e se gostar e puder me ajudar no crescimento do mesmo com sua opinião
e não esquece de me seguir, ok???
Ainda estou no inicio e fico muito agradecida com o apoio =)
Ótimas leituras e sucesso!!!!
p.s. não esquece de participar da promoções ok!!!

Aline Coelho disse...

ok obrigada pela ajuda com meu projeto paris =)
Pode deixar que não vou esquecer vc =)

Jéssica Cardoso disse...

Muito interessante a resenha. Quem sabe não irei ler? -q

Andresa Dias disse...

Aiii estou doida pra ler esse livro, mas queria ter 17 luas pra poder ler em sequência porque dá um nervoso acabar um livro sem ter a continuação do lado para devorar rs.
Ameiiii a resenha!
Realmente duas autoras conseguirem conciliar a escrita de um livro deve ser bem difícil, mas pelo que disse elas conseguiram fazer um ótimo trabalho!
E escrever sob a visão de um garoto, é novo para mim também, e acho que deve ser bem interessante. Finalmente inovaram *-*
Me deixou mais ansiosa ainda para ler...vou ver se pego emprestado o livro 2 e leio em breve!

Bjs.
--- Leituras & Fofuras ---
http://www.leiturasefofuras.com.br

@Gui_Stns disse...

Paulinha, adorei a resenha.
Eu esperava muito menos desse livro, porém você mostrou que ele é muito mais que uma capa bonita e roxa, que tem um enredo envolvente e que surpreende a cada página lida.
Vou ler assim que possível!

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