quinta-feira, 8 de março de 2012

Resenha: Os Guardiões - Liana Zecca


Autora:Liana Zecca
Editora: Livros ilimitados
ISBN: 78563194381
Ano: 2011
Páginas: 158
Sinopse: Adélia é uma mulher que sente um grande vazio, ao fazer um balanço de sua vida. Tem um sentimento de inadequação por acreditar que as pessoas vêm ao mundo para cumprir uma missão e algo dentro de si lhe diz que ainda não encontrou o seu verdadeiro destino. Meio século de uma vida que não a deixava muito feliz: considerava-se uma pessoa errante em quase todas as escolhas que fizera − de amigos a amores. E para piorar, ainda era vítima de pesadelos recorrentes, que nunca se completavam. De repente, num chamado insólito e irresistível, decide fazer uma viagem ao Peru e, de lá, arrumar um bom guia que possa levá-la até o Equador, baseando-se num roteiro improvável, traçado por ela mesma, em que terá de passar pelo meio de montanhas e florestas, numa viagem que não sabe ao certo quando terminará e quais perigos terá de enfrentar. A partir do momento em que inicia aquela jornada sem retorno, ao lado de seu guia Chaski (“Mensageiro” na língua Quíchua), muitos segredos vão sendo desvendados a Adélia, de uma maneira surpreendente: desde os que envolvem o seu coração; até a essência de um povo ancestral, do qual descobre ter sido uma destemida guerreira, protegida por três guardiões: dois raros lobos brancos e um gavião real. Toda jornada envolve perigos e um certo grau de imprevisibilidade.

Não sei se com vocês acontece isso, mas quando eu tinha 15 anos não via a hora de fazer 20 e estar na faculdade e ter mais liberdade... Depois que fiz 20 queria logo chegar aos 25 para estar formada e trabalhando e dona do meu nariz... Depois dos 25 começa o medo de chegar aos 30 e não ter feito metade das coisas que gostaria, não ter realizado tudo o que você pensou que já teria realizado aos 30 anos... Depois dos 30 você se toca que a vida é agora e que o que foi realizado, ótimo! O que não foi, nunca é tarde para começar... Não importa a idade que se tenha, você continua sendo você, só que com mais maturidade, mais discernimento e mais certeza nas decisões e suas conseqüências. Algumas coisas acontecem mais cedo do que o esperado, outras mais tarde e muitas no tempo certo. Por que eu tô falando sobre isso? Por causa de Adélia, a protagonista do livro Os Guardiões, da escritora Liana Zecca.

Adélia é uma mulher que passou a vida com aquela sensação de “tá faltando algo”, sentindo um vazio que não conseguia preencher com realização profissional ou escolhas amorosas. Sentia que ainda tinha uma missão a ser cumprida e muitas experiências para viver, mesmo tendo acabado de completar 50 anos de idade. Quando muita gente começa a achar que está na hora de “se aquietar” na vida, Adélia faz exatamente o contrário: deixa tudo para traz e parte numa aventura com apenas uma mochila nas costas em busca do seu caminho, da razão de sua existência.

Você pode estar se perguntando “por que eu leria um livro sobre uma tiazinha cinquentona fazendo trilha?” Eu poderia citar inúmeros motivos, mas aí a resenha ficaria enorme... Então vou me ater a alguns...

Este livro para mim foi uma grata surpresa. A estória é encantadora e os personagens incríveis. A autora nos traz uma comovente estória de amor, rodeada por questões imprescindíveis como a preservação da cultura, crenças e folclore de um povo; o que vem sendo feito com a natureza e nossa responsabilidade sobre tudo que há de puro e belo estar desaparecendo; a importância de nossas próprias raízes. Esse contexto, ainda que numa narrativa sutil e com um toque de fantasia, nos faz refletir e repensar certas atitudes. Isso sem falar que Adélia é uma mulher determinada, guerreira e linda. Uma heroína completamente diferente dessas mocinhas bobas e sem atitude e que sempre caem na mesma cilada. Adélia é instintiva, apaixonada e corajosa. Quantas mulheres podem se gabar de ter abandonado sua vida estável, porém medíocre, em busca do seu verdadeiro destino?

Pois Adélia fez isso. Depois de tantos sonhos recorrentes e tantos mistérios sobre si mesma que precisava desvendar, traçou uma trilha que a levaria do Peru até o Equador, um caminho no qual acreditava que encontraria suas respostas. E para tanto, precisaria de um guia. Chaski, um índio peruano experiente, que conhecia a região como a palma da mão e sabia os perigos de uma travessia como aquela. De início, Chaski faz de tudo para que Adélia mude de idéia, chega a boicotar a viagem de várias formas, mas sua força de vontade e bravura mostram a ele quão merecedora ela era de seus ensinamentos e sua liderança. E, cá pra nós, o que é Chaski??? Um índio imponente, que inspira respeito e admiração e transpira sensualidade em suas atitudes másculas e fortes... (ai, ai...)

É delicioso acompanhar a evolução dessa jornada e da relação entre Chaski e Adélia. A autora nos envolve de tal maneira, que é impossível não torcer ou não se emocionar com os personagens. Aquela narrativa leve e fluida que não nos deixa conferir páginas... E, embora eu tenha achado que alguns acontecimentos se resolvem rápido demais, isso não compromete a leitura nem o enredo de forma alguma. É uma questão particular minha que, ao contrário da maioria das pessoas, gosto de textos extremamente descritivos e cheios de detalhes (ou embromação)... (podem rir que eu deixo)

Mas o que posso afirmar e, o que realmente importa, é que a autora fez um trabalho de pesquisa excepcional (ou então já encarou a trilha ela mesma), pois nada falta na ambientação da estória, na caracterização dos personagens e na descrição cultural do contexto. Ela construiu um romance conciso, porém totalmente amarrado, sem pontas soltas. Tudo é explicado no seu devido momento. Você termina a leitura com a sensação de “caso encerrado”, “tudo foi esclarecido”. E isso pra mim é essencial! Detesto ler livros que mencionam uma coisa aparentemente importante e depois ninguém nunca mais toca no assunto.

Pra encerrar, o que posso dizer é que o livro todo é uma grande homenagem as mulheres, a cultura indígena e a nossa querida mãe-natureza. É uma estória que merece ser lida e apreciada em seus inúmeros aspectos. Fico orgulhosa de ter recebido esse grande presente da Liana Zecca, que só mostra quantos talentos temos em nosso país. Recomendadíssimo!
“Deitados e abraçados ao lado da fogueira, observaram o céu que, naquela noite, para Adélia era a mais estrelada de todas. "Por que encontramos o amor tão tarde?" "Por que diz isso?" — intrigou-se Chaski. "Já somos pessoas maduras e só agora eu posso dizer que sinto dentro do meu coração amar verdadeiramente alguém." Tomado de grande emoção, ele inclinou-se e acariciou o seu rosto: "Você é jovem e linda; é a mulher mais determinada, corajosa e desejável que eu já conheci em todo esse meu tempo de vida. E não importa quanto tempo ainda viveremos esse amor; importa que o vivamos intensamente cada dia que nos resta.” 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Promoção 120 Seguidores!


Vocês escolheram e o Me, My Shelf And My Books atendeu! O blog vai sortear o livro Jogos Vorazes, da escritora Suzanne Collins! E tudo que vocês precisam fazer é seguir o blog no Google Friend Connect e responder o formulário rafflecopter abaixo.
A promoção terá inicio em 7 de março e encerra as participações em 17 de março de 2012. A meta do blog é atingir 120 seguidores nesse período. Contudo, se a meta não for atingida, o livro será sorteado entre TODOS os seguidores do Blog. Portanto convidem os amigos pra seguir e participar!

OBS: É obrigatório ter endereço de entrega no Brasil.
Boa sorte a todos!

terça-feira, 6 de março de 2012

Novidades na Estante: Surpresas do Além – Charlaine Harris

Se você adora o sobrenatural esta notícia é para você! A editora Lua de Papel acaba de lançar o segundo livro da série Harper Connelly Mysteries, “Surpresa do Além”. O romance é da escritora Charlaine Harris – autora da saga Sookie Stackhouse, os livros que inspiraram o seriado True Blood produzido e exibido pela HBO.


Nesta nova saga, nada de vampiros. O que temos é a estória de Harper Conelly. Uma garota comum até ser atingida por um raio e desenvolver o estranho dom de poder sentir os mortos. Desde então, ela e seu meio irmão Tolliver cruzam os Estados Unidos para encontrar corpos de pessoas desaparecidas. Afinal, as pessoas merecem saber a verdade sobre a morte de seus entes queridos.
Em Memphis tudo estava sob controle, parecia ser o primeiro trabalho – em anos – em que ela e Tolliver não teriam que fugir da cidade ou de um bando de cidadãos enfurecidos. Parecia…
Ao participar de uma aula-laboratório para a turma de antropologia do Sr. Clyde Nunley – enquanto identificava mortos que estavam naquele cemitério há séculos: alguns morreram por ferimentos de bala, outros pela Peste Negra, escorbuto, infecções e até gripe espanhola -, Harper encontrou uma cova em que, além de seu proprietário original, estava o corpo de uma garota. E o mais estranho era que ela e Tolliver haviam sido contratados, há dois anos, para encontrar essa menina, em Nashville.
Habituados a situações em que eles geralmente são incriminados, Harper e Tolliver se preparavam para horas de interrogatório, perseguições, prisões e tudo o mais que o FBI desejasse até Harper encontrar outro corpo, no mesmo cemitério e na mesma cova.
Afinal, por que o assassino estava colocando esses corpos lá para que Harper os encontrasse?
O primeiro volume, “Visão do Além”, lançado em 2011 no Brasil pela editora Lua de Papel, já vendeu mais de 40 mil exemplares e sua adaptação para a televisão está prevista para 2012, com direção de Ridley Scott.

Agora se você já está roendo as unhas pra saber um pouco mais sobre Harper Connelly, vou postar o primeiro capítulo de Surpresas do Além que a editora me enviou, só pra gente ficar com gostinho de quero mais...

domingo, 4 de março de 2012

Talentos Nacionais: Liana Zecca

Hoje quero apresentar a vocês a nova coluna do Me, My Shelf And My Books: Talentos Nacionais. Como o próprio nome diz, esse é o espaço para conhecermos um pouco mais sobre os muitos escritores talentosos que temos em nosso país, debatermos e divulgarmos suas obras. Afinal, vamos ser bem sinceros: muitos de nós “engole” qualquer  estorinha meia-boca de autores internacionais, mas quando alguém diz “o livro é de um Brasileiro” a tendência de muitos é torcer o nariz disfarçadamente... É, dói ter que dizer isso em alto e bom som, mas infelizmente acontece... Não que eu queira causar uma revolução ou levantar polêmica aqui, muito menos criar um ringue entre autores nacionais x internacionais. Cada um tem seu valor! Mas acredito que a informação é o que nos impulsiona a abrir mãos de preconceitos, por isso quero fazer a minha parte! Colaborar para a divulgação do trabalho dos NOSSOS talentos. Afnal, santo de casa faz milagre sim!

Para inaugurar essa coluna eu escolhi a escritora Liana Zecca, autora do romance Os Guardiões publicado pela Editora Livros Ilimitados, sob o selo Metaphora.
Liana vem de uma família de reconhecidos escritores na Itália, contudo só há pouco tempo descobriu que sua paixão pela leitura agregaria a sua vida também o amor pela escrita. Conheci a autora pelo Twitter e fiquei super feliz quando ela me deu a oportunidade de conhecer seu romance de estreia, que confesso, me surpreendeu bastante. Uma estória diferente, que foge aos padrões em voga no mercado atual, mas que está me cativando a cada página. Em breve vou compartilhar essa experiência com vocês em minhas resenhas, mas hoje quero que vocês conheçam um pouco mais sobre Liana Zeca em entrevista ao Me, My Shelf And My Books.



Liana conta pra gente como foi o inicio de sua carreira, o momento em que você se descobriu escritora.
No final de 2007 comecei a escrever poesias na língua italiana e publicava em um site também italiano, e percebi pelos comentários que recebia que muitos gostavam da minha forma de escrever. Em janeiro de 2010 fui para a Austrália visitar minha filha que lá morava e, como gosto muito de fazer caminhadas e trilhas, saía para passear e foi nestas caminhadas que surgiu a ideia de escrever um livro.
Existiu a influência de alguma personalidade do mundo literário ou artística em sua escrita?
Sou leitora voraz desde os treze anos de idade e acho que todos os grandes escritores me influenciaram.
Houve algum fato ou algum momento especial dentro dessa experiência na área literária que te marcou ou incentivou?
Bom como contei lá em cima foi minha viagem para a Austrália, na época eu lia Crepúsculo e achei a forma como Stephenie Meyer escreve muito fácil, então pensei que talvez eu também conseguisse.
Quem são seus grandes ídolos na literatura?
Agatha Christie, Sidney Sheldon, James Patterson, Hermann Hesse, Richard Bach e tantos outros.
Como foi que Adélia surgiu na sua vida? Qual a sua relação com esse personagem?
Acredito existam muitas Adélias por aí solteiras ou descasadas, aposentadas que sonham em partir do lugar em que vivem e descobrirem do que são capazes de fazer a mais na vida. Dela eu tenho essa vontade de conhecer mais pessoas, lugares e novas culturas.
Por que ambientar seu romance em outro país? Existe alguma relação especial com o Peru ou foi só uma questão de contexto?
Sou apaixonada por arqueologia, história de civilizações antigas e também natureza, e o Peru reúne tudo isso.
Depois de escrever Os Guardiões, como ficou a vida longe da escrivaninha? Nesse hiato entre uma obra e outra não dá saudade da rotina de escrever, dos personagens? Não fica difícil abandonar o mundo criado na sua cabeça?
Dá saudades sim e por alguns meses eu só pensava em Os Guardiões, cheia de muita ansiedade na expectativa de as pessoas lerem e gostarem do meu livro. Sempre participando de eventos de lançamento e até cursos para cada vez mais melhorar a minha escrita. Depois disso escrevi um conto e depois outro e ao final foram sete pequenas histórias e iniciei o Borboleta, meu próximo projeto, fiquei bem ocupada e esqueci um pouco meu primeiro livro.  
Qual a maior dificuldade que um escritor no Brasil enfrenta hoje em dia em sua opinião? E de onde vem o maior apoio e incentivo?
Os Guardiões ficou totalmente pronto no dia 23 de Dezembro de 2010 e em maio de 2011 eu já tinha conseguido alguém que o quisesse publicar, mas sei que tive muita sorte, pois a maioria dos escritores têm que pagar para serem publicados o que não foi meu caso e o maior incentivo vem dos leitores que leram e gostaram do meu livro.
Depois de sua experiência com Os Guardiões, qual sua relação com o leitor? Você costuma ouvir o que eles procuram em um livro ou que linha literária é mais atrativa ou simplesmente escreve o que gosta e aguarda o resultado?
Eu ainda não tenho esse contato direto com os leitores, para isso precisaria participar de uma bienal e ter um blog, estou realmente pensando em fazer um, mas acredito que não conseguiria escrever somente para atender o que eles querem, eu escrevo coisas que gosto colocando sempre a natureza e os animais na história e a importância de se respeitar a eles.
Você segue alguma rotina para escrever? Como fica o dia a dia quando se está escrevendo um livro?
Procuro sempre escrever alguma coisa todos os dias seja uma poesia, uma ideia para uma nova história ou mesmo um capítulo do meu novo livro, mas só consigo escrever mesmo se estou só, se tem alguém em casa não consigo me concentrar.
Você já mencionou um novo projeto, pode nos contar seus planos futuros?
Tenho um novo livro pronto, mas ainda não publicado de contos infanto-juvenil que também pode ser lido por adultos. E meu segundo romance Borboleta que acredito até o meio do ano eu o finalize.
Deixe um recado para os leitores do blog.
Que continuem lendo e principalmente aos escritores nacionais e àqueles que leram Os Guardiões e gostaram, agradeço de coração.

Sinopse: Adélia é uma mulher que sente um grande vazio, ao fazer um balanço de sua vida. Tem um sentimento de inadequação por acreditar que as pessoas vêm ao mundo para cumprir uma missão e algo dentro de si lhe diz que ainda não encontrou o seu verdadeiro destino. Meio século de uma vida que não a deixava muito feliz: considerava-se uma pessoa errante em quase todas as escolhas que fizera − de amigos a amores. E para piorar, ainda era vítima de pesadelos recorrentes, que nunca se completavam. De repente, num chamado insólito e irresistível, decide fazer uma viagem ao Peru e, de lá, arrumar um bom guia que possa levá-la até o Equador, baseando-se num roteiro improvável, traçado por ela mesma, em que terá de passar pelo meio de montanhas e florestas, numa viagem que não sabe ao certo quando terminará e quais perigos terá de enfrentar.   

E para os leitores do Me, My Shelf And My Books a autora mandou um exemplar de Os Guardiões + marcadores autografados. Se vocês se comportarem direitinho comentando neste post, amanhã eu lanço a promo, viu!

sábado, 3 de março de 2012

Assistindo Livros: Dezesseis Luas na Telona!

Se por um lado as distopias são o novo pretinho básico da literatura, por outro os temas sobrenaturais continuam em alta e ganhando espaço.  Portanto se você fã dos dois gêneros comece a comemorar. Além da estréia de Jogos Vorazes ainda neste mês, podemos nos preparar para a adaptação de mais uma série: Beautiful Creatures da dupla Kami Garcia e Margaret Sthol. Aqui no Brasil foram publicados os dois primeiros livros: Dezesseis Luas que já foi resenhado aqui no blog e Dezessete Luas que eu ainda estou lendo.
Agora se você ainda não faz a menor do que eu estou falando (o que acho meio difícil por que toda a blogosfera já mencionou a obra) leia a resenha AQUI.
Hoje no Pipoca Literária nós vamos falar do filme, que inicia as filmagens em abril deste ano e já tem data marcada para o lançamento: 1 de fevereiro de 2013. A Warner Bros. detém os direitos da obra e ao que tudo indica não vai poupar esforços para criar um grande blockbuster! A começar pela escolha do elenco.
Para o papel do nosso protagonista Ethan Wate o selecionado foi o ator britânico Jack O’Connell mais conhecido pelo papel de James Cook na série Skins. O moço já participou de várias produções na TV e no cinema, porém nada que chamasse tanta atenção aqui no Brasil. O que eu, particularmente, acho muito bom. Se vai haver uma saga, que seja com caras novas, por que senão vira novela com elenco bate-revira-e-veste, tipo assim: nesse semestre o ator faz a das seis, no próximo faz a das sete e assim por diante...

 

E aí? O que vocês acharam? Dá pra imaginar o “bom garoto sulista que mal pode esperar para sair de sua cidade e que é atormentado por sonhos com uma garota que nunca conheceu” com essa cara de bad boy?

 

Lena Duchannes será interpretada pela novata Alice Englert, que ainda não tem um currículo invejável, mas é filha de ninguém mais, ninguém menos que a cineasta ganhadora do Oscar de melhor diretor, Jane Champion. Tá querendo lembrar de onde conhece esse nome? Vou dizer: diretora de O Piano, que rendeu a ela a sua estatueta, a Holly Hunter o Oscar de Melhor Atriz e revelou Anna Paquin com o Oscar de Melhor atriz coadjuvante aos 11 anos.  Bem, dever de casa a moça tem, vamos ver como ela se sai na pele da “garota linda, diferente, viajada, com seu cheiro de limão e Alecrim. Mas que vestia as roupas erradas, era sobrinha do Velho Ravenwood e luta para esconder seus poderes”.

Mas as grandes aquisições estão nos coadjuvantes. Para interpretar a maravilhosa Amma teremos a incrível Viola Davis, que acabou de concorrer ao Oscar de Melhor Atriz por Histórias Cruzadas e traz consigo grandes atuações como em Tão Forte e Tão Perto, Syriana, Longe do Paraíso, Comer, Rezar, Amar e muitos outros.
E para interpretar um papel duplo de vilãs, temos a atriz britânica Emma Thompson, que dispensa apresentações. Ganhadora de 2 Oscar e com um extenso acúmulo de atuações de sucesso em sua carreira que vão de Razão e Sensibiliade e Vestígios do Dia até Harry Potter e Nanny Mcphee, Emma vai encarnar a dupla Sra.Lincoln/ Sarafine. Confesso que adorei a escolha!

A direção do filme ficou por conta do premiadíssimo Richard LaGravenese, que dirigiu P.S Eu Te Amo, Paris Eu Te Amo e roteirizou filmes como Água para Elefantes, As Pontes de Madson, O Encantador de Cavalos e muitos outros.

Mas a última aquisição, divulgada ontem no site das autoras da série, foi Emmy Rossum para o papel da vilã Ridley . Emmy que vem de uma carreira repleta de mocinhas doces e adoráveis como em O Fantasma da Ópera, O Dia Depois de Amanhã e Posseidon, mostrará suas garras no papel da conjuradora sexy. E para aqueles que acham que ela tem “cara de boazinha” demais para o papel, digo que “Toda carinha de anjo traz uma periguete escondida sob a pele”.
E então? O que acharam? Qual elenco vocês escolheriam?

sexta-feira, 2 de março de 2012

Novidades na Estante: Regência de Ossos - Marcelo Paschoalin

Pra você que, assim como eu, é super fã de romances sobrenaturais, não pode deixar de conferir esse lançamento incrível da Modo Editora! Só o visual gráfico já me deixou encantada... Vamos saber um pouco mais sobre a estória?
SINOPSE - O autor de A última Dama do Fogo nos traz mais uma fantástica aventura! Houve um tempo em que a Necrópole de Amtal se restringia a atacar os que ousavam se afastar demais... Houve um tempo em que o povo de Dunir podia confiar na proteção da Guarda Real e na justiça de sua rainha... Esse tempo passou. No céu, apenas nuvens negras. Poderá uma jovem erguer sua voz e clamar em nome de seu povo ou o sangue dos vivos servirá apenas para saciar a sede daqueles que retornaram do reino dos mortos? Para mudar, é preciso aceitar. Para verdadeiramente ser, é preciso acreditar.
“Regência de Ossos” se passa no mesmo universo fantástico dos livros “A última Dama do Fogo” e “Eriana: Filha da Morte e Vida”, e conta a história de um reino ameaçado pela presença de uma cidade de mortos-vivos, cujas legiões devastam o campo, e dos esforços de uma jovem que luta para que o povo seja ouvido. É uma história de mudança – que só vem com a aceitação – e de transformação – que só ocorre quando se acredita. Quando os mortos-vivos se erguem, podemos ser fortes o bastante para enfrentá-los ou sucumbiremos em nossa busca pelo que desejamos?
E aí, ficou com vontade ler? Eu já tô roendo as unhas de ansiedade... Agora se você ainda está na dúvida se vai incluir ou não Regência dos Ossos na sua estante, vamos saber um pouco mais sobre o autor Marcelo Paschoalin. 

Tudo começou com muita leitura, principalmente por incentivo de meus pais. Foi ainda criança que tive contato com Jules Verne e Sir Arthur Conan Doyle, até mesmo antes de conhecer Pedro Bandeira – que abriu meu caminho para a literatura nacional, dos clássicos aos contemporâneos.Um momento que guardo com muito carinho foi quando um leitor, comparecendo a um de meus lançamentos, disse-me que era fã dos meus escritos e me disse que leria todos os livros que eu lançasse. É algo que eu nunca vou esquecer.A inspiração está em todo lugar. É uma cena de um filme, um olhar de relance pela paisagem, é uma notícia que lemos... Tudo é fonte de ideias, e elas formam a base de qualquer escrito.Meu único ritual antes de começar a escrever um livro é fazer uma diagramação prévia das páginas para que eu tenha a impressão real de estar dando vida ao livro e depois exportar o arquivo para meu smartphone. Sempre escrevi em smartphones, pois adoro a liberdade que proporcionam – é algo que só se percebe quando se está sob a sombra de uma árvore vendo os pássaros voando e tendo a oportunidade de capturar o momento em sua escrita.
Muito obrigado por me permitir falar um pouco sobre mim e sobre meus livros. Um espaço como este é maravilhoso para que o autor possa iniciar um diálogo com seus leitores e, aqueles que quiserem conhecer meu trabalho, poderão acessar http://www.letraimpressa.com.br além de conversar comigo pelo twitter @letraimpressa. Fico muito feliz em poder discutir com os leitores dos meus livros, pois sempre há uma troca de ideias fantástica – afinal, a história deixou de ser minha quando o texto foi lido por outro. 
 E a Modo Editora vai presentear um dos comentaristas com um mimo super fofo: uma agenda personalizada + um marcador, se este post chegar aos 50 comentários em 3 dias. Então, mãos no teclado galera!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meus Favoritos: Travessuras da Menina Má – Mario Vargas Llosa

Se existe uma coisa que nunca sei responder e me sinto encurralada toda vez que preencho um perfil em redes sociais ou mesmo em conversas com quem pouco me conhece é a famosa pergunta: Qual o seu livro favorito?  É sério. Eu simplesmente não consigo ter UM livro favorito! Respondo, sempre brincando que sou libriana e é característica do meu signo ser indecisa... Mas a verdade é que são tantas obras incríveis, tantas histórias inesquecíveis, tanto autores maravilhosos que não acredito que possa eleger um só, dentro dos muitos que já tive oportunidade de ler. Claro, tenho minhas preferências! Tenho o lugar especial na estante para aqueles que são meu xodó. E conseguir conquistar meu coração não é algo assim tão fácil! Eu adoro ler e costumo ler de tudo um pouco e também tenho meus preconceitos literários... Mas, para mim existe o “gostei do livro”, “o adorei o livro”, “o amei o livro” e o “livro que tocou minha alma”. É dessa última categoria que vou falar nessa coluna. São os MEUS FAVORITOS. Que não são poucos. E como acredito muito no poder da literatura de nos fazer sentir, viajar, inspirar e rever conceitos, vou compartilhar essas estórias com vocês. 

Autor: Mario Vargas Llosa

Editora: Alfaguara
ISBN: 8573028084
Ano: 2006
Páginas: 304
Tradutor: Ari Roitman, Paulina Wacht
Sinopse: O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou - o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily - inconformista, aventureira e pragmática - o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily - ela sempre mudando de nome e de marido - se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, Travessuras da menina má traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. 

Tem coisas que simplesmente não se explica, não se entende, não se consegue resumir em palavras. Você só sabe que sente. Sabe que existe.  Sabe que te faz agir de forma extraordinária. Estou falando do amor. Esse sentimento tão exaustivamente debatido, narrado e... por que não? Sonhado! Mas existem várias formas de amar e nem todas são como as de contos de fadas. Se por um lado o amor pode ser puro, incondicional, eterno, por outro também pode ser destrutivo. Por que, para os “ladrões” de coração, o amor é uma arma poderosa. Uma grande armadilha. Uma teia que prende suas vontades, desejos, nos deixando completamente vulneráveis, à mercê do outro. E por mais que se possa lutar contra a teia, sair, se desprender ou se jogar em outra, no fim, sempre fica um fio amarrando, segurando, enrolando aos poucos, envolvendo num casulo que aguarda pacientemente pela liberdade que só encontra ao ser correspondido. É disso que esse livro fala: de um amor que dura uma vida inteira, que é capaz das maiores loucuras, que é livre de julgamentos e que é, acima de tudo, irrevogável e devastador.
Comprei esse livro há uns quatro ou cinco anos atrás, em uma viagem a São Paulo. Como de costume, na minha programação, sempre tem que sobrar um tempinho para percorrer as longas fileiras das grandes livrarias. E dei de cara com esse título, que por si só, já chama atenção. Do autor, Mario Vargas Llosa, até então a única coisa que sabia era que tinha se candidatado à presidência do Peru e perdido para Alberto Fujimori. Mas me intriguei com uma pergunta na contracapa: “Qual é a verdadeira face do amor?”
E assim fui apresentada a Ricardo e Lily. Ou se preferirem, “O bom menino” e “a Menina Má”. Uma estória que tem início nos anos 1950, na cidade de Lima, capital do Peru, onde o adolescente Ricardo Somocurcio conhece uma “chilenita” chamada Lily. Naquele verão Ricardito ficou fascinado pela misteriosa chilenita que, tão repentinamente como surgiu em sua vida, desapareceu.  Depois de adulto, ele vai à busca de realizar o sonho de viver em Paris. Trabalhando como tradutor e intérprete de inglês, espanhol e russo na UNESCO, Ricardito leva uma vida pacata e tranquila. Até que o destino traz novamente a chilenita para sua realidade de forma arrebatadora e dá início a uma série de encontros e desencontros inusitados e dolorosos por várias capitais: Paris, Londres, Tóquio e Madri.
A menina má é de longe uma das personagens mais complexas que já tive oportunidade de conhecer. Ela se reinventa a cada aparição, como se fosse uma camaleoa que assumisse qualquer personalidade em prol da sobrevivência. Novos nomes, maridos, vidas, identidades. Às vezes passa a impressão de ser apenas um produto da imaginação obsessiva de Ricardo. Mas ela é real. Uma mulher manipuladora, intensa, imprevisível, interesseira, egoísta, temperamental e indomável que surge como um sopro de felicidade na vida do bom menino para, em seguida abandoná-lo deixando um rastro de destruição. Toda vez é a mesma coisa. O leitor chega a questionar a sanidade de Ricardo. É inexplicável o tipo de amor doentio que sempre aceita essas idas e vindas bruscas, recheadas de mentiras, desprezo e traições. Um ciclo que se repete interminavelmente, alternando momentos de pura paixão e sofrimento absurdo. Uma relação perturbadora, que segue ao longo de quatro décadas e que nos enche de amor e ódio por ambos os personagens.
Ricardo, movido pelo amor e esperança de que dessa vez será diferente, parece ser um fraco, sem poder de decisão, sem conseguir se desvencilhar desse sentimento e rejeitá-la de vez. Porém, a meu ver, é a menina má que é a fraca, que sempre recorre ao seu porto seguro, quando a máscara de invencibilidade cai. Quando precisa ter certeza do amor de Ricardo para se sentir confiante outra vez, ainda que desdenhando a adoração dele. Suas “breguices”, como ela costuma chamar. Diz-se incapaz de amar, mas não acredito que seja verdade. Para mim, a menina má é uma daquelas pessoas que não se permite aproveitar uma coisa boa por acreditar que é suja e não merecedora de um amor tão verdadeiro como o de Ricardo. Como uma espécie de autopunição se submete a todo tipo de loucura por achar que não merece ser feliz. Mas essa é minha visão da menina má! Pode ser que ela seja mesmo uma grande sádica que sente prazer em maltratar os homens e se sente renovada a cada personagem que cria para sua vida... Só acompanhando as páginas para avaliar!
Llosa criou uma estória que fica martelando em nossas mentes, mesmo depois de finalizada. Sentimos a dor, o sofrimento, a raiva, a angústia de cada personagem. Uma narrativa tão perfeita que nos conta com detalhes acontecimentos históricos, o panorama político e social de cada uma dessas épocas, mostrando a visão de Vargas Llosa, mas sem exageros e monotonia. De fato, a prosa do autor chega a ser invejável. Fluida, sagaz, prende o leitor do começo ao fim. Os outros personagens são encantadores e garantem passagens interessantes na vida dos protagonistas.
Mas é a menina má que permanece conosco. Talvez por que ela seja a inimiga secreta de cada mulher. Sejamos sinceros, que homem não gostaria de uma menina má lhe causando dor e paixão, incendiando suas vidas? E que mulher não tem um pouco de menina má dentro de si mesma?
Com a boca colada na sua eu pedi:
“Por uma vez na vida, diga que me ama menina má. Mesmo que não seja verdade, diga que me ama. Quero saber como soa, pelo menos uma vez. Não falou isso tantas vezes para tantos?
“Justamente – respondeu no ato sem piedade – eu nunca disse ‘gosto de você’, ‘amo você’ sentindo de verdade. A ninguém. Por que eu nunca amei ninguém, Ricardito. Menti para todos, sempre. Acho que o único homem a quem nunca menti na cama foi você.” – pag 102.
O Autor
Mario Vargas Llosa é jornalista, ensaísta, crítico literário e escritor consagrado internacionalmente. Nascido em Arequipa, no Peru, em 1936, ganhou notoriedade literária com a publicação do premiado romance A cidade e os Cachorros (1961). Mudou-se para paris nos anos 1960 e lecionou em diversas universidades americanas e européias ao longo dos anos.
Com uma vasta produção literária que inclui romances, peças teatrais, ensaios e memórias, o autor foi vencedor de vários prêmios de prestígio, inclusive sendo laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 2010.